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16/5/2018 10:05

Semelhanças entre Brasil e Catalunha. Lula, Carles Puigdemont e a prisão

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Semelhanças entre Brasil e Catalunha. Lula, Carles Puigdemont e a prisão.



O presidente eleito da Catalunha (equivalente a um governador no Brasil) , Carles Puigdemont, foi afastado pelo governo espanhol por declarar a independência, depois de cerca de 80% da população votar SIM no referendo de outubro de 2017. O governo espanhol, além de intervir na Catalunha, expediu ordem de prisão a Puigdemont e ordenou a realização de novas eleições. Puigdemont fugiu e pediu asilo político na Bélgica.

As eleições foram em 21 de dezembro passado, e os partidos pró-independência firmaram novamente maioria no Parlamento catalão. Como as eleições são indiretas, o Parlamento tem 6 meses para escolher um novo presidente. Várias manobras foram feitas para que Puigdemont, mesmo da Bélgica, concorresse, pois ele é o único nome que tem maioria. O governo espanhol fez de tudo e, após quase seis meses, conseguiu finalmente barrar a candidatura à distância de Puigdemont, que seria "presidente por Skype".



Puigdemont, no último instante, indicou outra pessoa, Quim Torra, para a presidência, e este ganhou facilmente a eleição no Parlamento e foi empossado. No discurso de posse, Torra declarou que o presidente de verdade é Puigdemont e que vai trabalhar 24 horas por dia para declarar a independência e para que Puigdemont volte e seja o presidente.

Ha semelhanças com a situação do Brasil: Lula não fugiu, mas está preso e mantém a candidatura. Ele é o único candidato com chances de vencer as eleições e em todos os cenários sem ele quem vence são "brancos e nulos". Lula terá a chance de, no último minuto, indicar outra pessoa e ser o "presidente por procuração" do Brasil.

Quem defende que o PT utilize um plano B não está enxergando a realidade: a desistência de Lula é tudo o que Temer, PSDB e a mídia brasileira querem. Assim como a mídia espanhola queria a desistência de Puigdemont, que insistiu até o último minuto. Lula, insistindo, elege quem ele quiser no último minuto. Ou, melhor, pode ganhar o primeiro turno e será notícia no mundo inteiro. Num país grande como o Brasil, uma pessoa encarcerada ganhar as eleições seria notícia no mundo inteiro e causaria constrangimento extremo para a Justiça.

Por isso o PT se uniu junto à candidatura de Lula. E o exemplo da Catalunha mostra a eficácia da estratégia. Lula é um excelente político, entende todo o viés e sabe os caminhos. Mesmo com a mídia tentando dividir a esquerda.

por Thiago dos Reis

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