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9/9/2018 11:36

Pesquisas internas de partidos mostram que não houve comoção com facada e candidato subiu no máximo 2 a 3 pontos

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Ao final da tarde deste sábado (8), a repercussão politico-eleitoral depois do ataque sofrido por Jair Bolsonaro há dois dias revela-se muito diferente do terremoto imaginado nas horas seguintes à facada: não houve a comoção popular imaginada e os trackings de institutos de pesquisas e de campanhas presidenciais indicam uma elevação de apenas 2 a 3 pontos percentuais na intenção de voto de Bolsonaro.



A comoção pelo ataque a Bolsonaro aconteceu apenas nas manchetes das mídias, especialmente as conservadoras, e nas redes sociais, especialmente as de direita e extrema-direita, mas não extravasou para uma comoção popular nas ruas, como inicialmente pretenderam as lideranças da candidatura Bolsonaro. Menos de 20 pessoas deslocaram-se até o Hospital Albert Einstein, para onde Bolsonaro foi transferido na sexta-feira; não houve registo de qualquer manifestação de rua na sexta ou neste sábado e uma manifestação marcada para este domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, não era convocada sequer nas redes sociais de extrema-direita MBL, Endireita Brasil e outros, nas páginas de Bolsonaro, seus filhos ou da campanha.



Sem comoção nas ruas, as primeiras pesquisas indicam que há pouco efeito nas intenções de voto -pelo menos até agora. Nos quatro levantamentos a que o 247 teve acesso neste sábado, três realizados na sexta e um hoje, sendo dois de campanhas presidenciais e dois de institutos, o efeito foi idêntico: 2 a 3 pontos de alta na intenção de voto de Bolsonaro, situando-o num patamar entre 22% e 25%. O cenário pode mudar, impulsionando ainda mais a candidatura ou então esvaziando o impulso inicial, fazendo Bolsonaro retornar ao índices ao redor de 20%.

Os que os primeiros números indicam é um aumento na polarização entre o PT (petismo) e Bolsonaro (antipetismo). Com a "passagem do bastão" de Lula para Haddad no início da semana, os protagonistas da disputa eleitoral estão todos postos, para a campanha eleitoral que promete ser a mais agressiva desde a disputa entre Lula e Collor em 1989. As mídias conservadoras claramente já se posicionam ao lado de Bolsonaro, abandonando a esperança em seu candidato do coração (Alckmin). E a agressividade com que Haddad foi tratado no verdadeiro "pelotão de fuzilamento" dos jornalistas da TV da família Marinho, na quinta (aqui) mostra que não haverá qualquer imparcialidade.

O clima é de guerra e os apelos contra a violência e pela paz limitam-se ao campo da agressão física aos candidatos.

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9693 visitas - Fonte: Brasil247

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