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19/10/2018 10:42

Dono da Havan, financiador das campanhas fakes para Bolsonaro, xinga imprensa

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O assunto mais comentado do país nas redes sociais desta quinta-feira (18), o #Caixa2doBolsonaro, foi alvo de um vídeo no Facebook de Luciano Hang, dono da empresa Havan. Acusado de ser um dos financiadores do esquema ilegal de campanha do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro (PSL), o empresário acusou o jornal Folha de S.Paulo, que noticiou o fato, de ser "um puxadinho do PT".



A todo momento, Hang promoveu ofensas pessoais ao candidato do PT no segundo turno das eleições 2018, Fernando Haddad. "Parece um peixe morto. Insonso", criticou. Atacou também a imprensa comercial. Contraditório, mostrou matérias desta mesma mídia contra Haddad. Quando é contra seu candidato de estimação, é fake news. Quando é contra seu opositor, "procurem se informar", disse repetidamente.



"Vão perder a teta (...) com a vinda do Bolsonaro, vai acabar. A imprensa comunista está amedrontada. Querem me coagir para que não fale mais... Puta! Minha live tem muito mais gente do que a que o Haddad fez", disse, desconexo, ou "lúdico", como ele gosta de se apresentar. Essa fala foi feita segundos antes de mostrar matérias contra Haddad, inclusive de veículos do mesmo grupo da Folha.

Hang também atacou a carreira acadêmica de Haddad. Disse para as pessoas "não procurarem" saber sobre. "Ele estudou Marx, pai do comunismo, e esse Habermas. Fui pesquisar e descobri que ele é um comunista. Quanto mais estuda, pior", disse. Haddad é graduado em direito pela Universidade de São Paulo e tem doutorado em filosofia. Professor de Ciência Política, estudou em Montreal, no Canadá.

O empresário tem histórico de assédio contra trabalhadores, coagindo-os a votarem em Bolsonaro. Chegou a ser condenado por isso pela Justiça do Trabalho. Antes do primeiro turno, Hang já havia se envolvido em um caso de propaganda política ilegal. Após pedido do candidato derrotado do PSDB, Geraldo Alckmin, Hang foi obrigado a retirar um vídeo de suas redes sociais, que havia pago para impulsionar sua opinião de idolatria ao extremista de direita.

A campanha de Bolsonaro vem se beneficiando em larga escala pelo uso incansável de mentiras distribuídas por redes sociais, especialmente o WhatsApp. Contra ilegalidades de sua campanha, a coligação de Haddad, além do PDT, acionaram a Justiça Eleitoral acusando Bolsonaro de abuso do poder econômico e pedindo a impugnação de sua candidatura.

O uso do jogo sujo está nas veias da campanha da extrema-direita, como tem indicado os fatos desta semana. Até mesmo o estrategista ligado a ideais de supremacistas brancos nos Estados Unidos, Steve Bannon, que trabalhou na campanha de Donald Trump, está envolvido na campanha de Bolsonaro.

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