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19/11/2018 10:24

Bolsonaro confirma novo presidente da Petrobras: ele quer privatizar tudo

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Confirmação de Roberto Castello Branco como futuro presidente da Petrobrás atesta que Paulo Guedes entregará o comando da economia brasileira para seu grupo de "Chicago boys", formados pela Universidade de Chicago (EUA), e cujas ideias neoliberais resultaram em recessão, desemprego e redução das políticas sociais em diversos países da América Latina. Experiência mais marcante dos "Chicago boys" na região até agora havia sido na ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. Castello Branco defende abertamente a privatização das estatais, desde a própria Petrobrás até o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, e deverá preparar a companhia para ser vendida no futuro; leia mais abaixo artigo e assista a um vídeo com nos quais o futuro presidente da Petrobrás defende o projeto ultraliberal abertamente.



Castello Branco, que tem doutorado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pós-doutorado pela Universidade de Chicago, atualmente é professor da própria FGV e diretor do Centro de do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da instituição. Ele também foi diretor de Normas e Mercado de Capitais do Banco Central e da mineradora Vale, como responsável pela área de Relações com Investidores, além de ter feito parte do Conselho de Administração da Petrobrás, entre 2015 e 2016.



Adepto do neoliberalismo proposto pelo economista norte-americano Milton Friedman, o futuro presidente da Petrobrás já defendeu em 2015, ano em que foi conselheiro da estatal, que o regime de partilha do pré-sal era danoso aos interesses da petroleira e aos do Brasil e que i sistema de leilão não maximizava receitas para o Estado, que precisava dos recursos para fazer o ajuste fiscal. Ele também criticou o modelo de participação da Petrobrás nas áreas do pré-sal, que previa a participação mínima de 30% da estatal brasileira em cada projeto. "Isso é inviável", disse na Ocasião.

No ano passado, em uma palestra no Instituto Millenium, Castello Branco também afirmou que a corrupção resulta da intervenção estatal na economia, o que abre caminho para a privatização das estatais em nome do combate a corrupção e do ajuste fiscal. Segundo ele, a era Lula - período em que o pré-sal foi descoberto - foi "a união entre políticos populistas e empresários inimigos do capitalismo".

Neste ano, em um artigo no Valor Econômico, ele também voltou a defender um "amplo programa de privatização, com inclusão obrigatória de Petrobras, Eletrobras, BB, Caixa, Basa, BNB, Correios, Infraero, Casa da Moeda, CBTU e Companhias Docas". Nesta linha, para compor o equilíbrio fiscal, Castello Banco defendeu até o fim do Simples que, para ele é um benefício tributário diferenciado que resulta em "quase nenhum benefício social" sobre a formalização de empresas e "nem tampouco sobre o emprego".

"O novo governo disporá de oportunidade histórica para transformar a economia brasileira, implementando reformas que substituam a presença do Estado por uma iniciativa privada vibrante e capaz de liderar uma longa fase de prosperidade. Disparar um poderoso ataque contra o desequilíbrio fiscal será um excelente começo", diz ele no artigo.

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3243 visitas - Fonte: Brasil247

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