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21/3/2019 10:06

Após humilhar Sergio Moro, Maia mostra que não apoia mais Bolsonaro e humilha Paulo Guedes em entrevista

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta quarta-feira (20) em entrevista ao programa Em Foco, com Andréia Sadi, na GloboNews, que se o governo não aprovar em 2019 a reforma da Previdência, não aprovará no ano que vem, por ser um ano eleitoral.



"Se não aprovar, não aprova [mais], porque não tem voto. Não aprova [ano que vem], porque como repactua isso para ano eleitoral?”

Maia disse ao programa que o governo precisa organizar a sua relação com o Legislativo para aprovar a reforma neste ano.



"O governo precisa ter voto. Digo sempre a Paulo Guedes, que é meu amigo e conhece menos política do que eu: ’Paulo, presidente da Câmara não é o dono da Câmara, não manda nos votos, o governo precisa primeiro acertar na comunicação.’ "

Na avaliação de Maia, a comunicação é mais importante do que o texto da reforma. “Sempre me perguntam o que eu acho que é o problema da Previdência, a comunicação ou o texto. É a comunicação, não a favor, a contra”.

Maia também falou sobre outro projeto prioritário do governo, o pacote do ministro Sergio Moro. Perguntado qual era a resistência em relação ao projeto anticorrupção, de Moro, ele respondeu que não havia problema - mas que “corrupção não tem nada a ver com crime organizado”, e que se “avançou” no combate à corrupção mas não no combate à violência.

Sobre se a Câmara aprovará o ponto do pacote que permite a prisão após a condenação em segunda instância, ele disse: “Não sei se passa ou se não passa. Sei que tem um julgamento no STF, e se o STF precisou marcar um novo julgamento, significa que nem o STF consolidou sua posição. Se o STF vai definir em abril, Sem dúvida nenhuma a questão da segunda instância só pode ser votada depois de abril”.


Sobre os filhos do presidente, Maia disse que o presidente “vai ter de organizar melhor”.

Maia x Governo
Nesta quarta-feira, após ter ameaçado não receber o projeto dos militares, e de bater de frente com Sergio Moro, Maia conversou com integrantes do governo.

Um deles foi Paulo Guedes. Na conversa, Maia reclamou que o governo pedia votos mas “fazia questão” de “desmoralizar” a política, ao dizer que não faria “toma lá dá cá”, associando os congressistas à ideia de corrupção.

A Guedes, Maia afirmou que fez oposição ao PT durante anos e, por isso, fez campanha sem “cargos”- mas que há deputados que querem espaço na sua base eleitoral para se eleger. E emendou cobrando que o governo deixe claro que não vai atender, mas que deixe a Câmara, então, “tocar os trabalhos”.

Guedes trabalhou para colocar panos quentes, e disse que o governo ia acertar a comunicação.

Nesta manhã, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e Maia combinaram uma conversa para, entre outras coisas, discutir a polêmica de ontem. Até esta manhã o presidente Bolsonaro não havia procurado o deputado- nem o deputado procurou o presidente- para falar do mal-estar com Moro.

Na avaliação de Maia a aliados, quando o presidente se omite, ele está, na verdade, concordando.

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54543 visitas - Fonte: G1

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