Dilma acerta Campos para enfraquecer Aécio. Pesquisa daria vantagem 43 a 13% sobre mineiro.

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15/2/2014 14:17

Dilma acerta Campos para enfraquecer Aécio. Pesquisa daria vantagem 43 a 13% sobre mineiro.

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Dilma acerta Campos para enfraquecer Aécio. Pesquisa daria vantagem 43 a 13% sobre mineiro.



15 de fevereiro de 2014 | 13:49 Autor: Fernando Brito

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Eleição é como iceberg: um terço aparece à tona, dois terços ficam por debaixo d’água, no jogo de bastidores que faz parte da política.



E, nele, a coisa, desde que o mundo é mundo, a coisa funciona assim: os fracos atacam os fortes e os fortes, quando atacam, só o fazem de caso pensado, para fazer algum movimento que enfraqueça mais quem estiver menos fraco entre seus adversários.



É disso o que fala hoje Maurício Dias, em sua coluna na CartaCapital, onde explica que as críticas de Dilma Rousseff a Eduardo Campos – sobre os caras-de-pau que falam no esgotamento do modelo – são uma opção para levar um pouco de água ao moinho do pernambucano e aumentar a seca que assola Aécio Neves.



Isso seria, segundo Dias, resultado de uma pesquisa reservada que apontaria Dilma com 43%, Aécio com 13% e Eduardo Campos com 8%.

Talvez isso explique a ausência de pesquisas “públicas”: como agora as pesquisas eleitorais têm, obrigatoriamente, de ser registradas no TSE, dá para ver que nenhum dos grandes institutos está preparando levantamentos, ainda.

Particularmente não creio que a coisa vá por aí, ou pelo menos vá continuar por aí. Assim como não acredito que Marina possa influir tanto assim.

Depois, em outro post, tento fazer uma análise.

Fiquemos, por ora, com a de Maurício Dias.



Dilma escolhe o adversário



Maurício Dias

Na festa de comemoração, no dia 10, dos 34 anos de vida, o Partido dos Trabalhadores parece ter tomado uma decisão importante quanto ao rumo da batalha presidencial pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Os petistas indicam que farão do governador de Pernambuco, o presidenciável Eduardo Campos (PSB), o principal adversário nessa etapa inicial da corrida eleitoral.

Despida dos rituais da Presidência, Dilma discursou na festa petista com os recursos de um velho truque de palanque. Mandou chumbo na oposição. Mas entre os oposicionistas havia um alvo preciso, Eduardo Campos, ao qual se dirigiu sem dar o nome. Ela falou genericamente aos “pessimistas” descrentes do Brasil.

“Eles têm a cara de pau de dizer que o ciclo do PT acabou, que o nosso modelo se esgotou”, atacou a candidata. Quem primeiro desfraldou a bandeira foi Eduardo Campos. Ex-aliado e ex-ministro de Ciência e Tecnologia do governo Lula, inscreveu-se com esse prelúdio na lista de presidenciáveis. Na sequência apoiou-se em discursos a respeito de uma “nova política” e outras melodiosas aos ouvidos conservadores.

Fazer de Campos um adversário preferencial não nasce de revanchismo de petistas gerado pela troca de camisa nem é temor do enfrentamento com o tucano Aécio Neves. A razão é outra. Os petistas usam conhecida tática comum em certos momentos do jogo eleitoral. Ela permite ao candidato mais forte escolher o adversário de sua conveniência.

Tudo indica que essa possível opção por Campos tem uma lógica guiada principalmente pelos números das pesquisas. A mais recente, de meados de janeiro, circulou restritamente por não ter sido registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Nela há somente uma variação. A pequena queda do tucano de 15% para 13%. O porcentual de Dilma gira em torno dos 43%, onde está empacada. Campos patina em torno de 8%.



O confronto com o socialismo maroto do PSB mantém o nome de Eduardo Campos no noticiário. Dá mais visibilidade e força uma disputa secundária entre ele e Aécio Neves. Caso Marina Silva assuma a posição de vice na chapa do PSB, como é esperado no partido dele, talvez agregue ao porcentual de Campos votos suficientes para superar o candidato tucano.

A situação de “lanterninha”, a despeito de outros candidatos de menor porte eleitoral, pode não ser uma situação definitiva para o tucano. O PSDB tem potencial de votos. Minas Gerais e São Paulo podem ajudar Aécio a retomar a posição de agora. Entre os eleitores mineiros, ele projeta, com convicção, uma maioria absoluta. E Marina, as pesquisas já mostraram, tem intenções de voto bem razoáveis entre os paulistas. A serem confirmados nas urnas, porém.

Esse tripé do Sudeste, formado pelos três maiores colégios eleitorais do País, decidirá a peleja entre os dois principais adversários de Dilma. Nessa etapa também estará sendo definido o curso da eleição.

Haverá segundo turno? Os números de agora indicam que não. Se a maré mudar, Eduardo ou Aécio teriam mais condições de apagar a estrela do PT em 2014?



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