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22/12/2016 12:35

Acordo Odebrecht-EUA: eles são os dono do mundo

Embora isso não seja propriamente uma novidade, é bom que apareçam as propinas pagas pela Odebrecht em 11 países para que se entenda que, em qualquer grande mercado mercado mundial, grandes empresas não hesitam em usar a corrupção como passaporte de seus interesses.

Também é interessante ver que, de repente, a construtora brasileira passou a ser apresentada como uma “ovelha negra” no alvo rebanho dos grandes grupos industriais do mundo, todos eles fazendo negócios, claro, apenas por sua “expertise” e capacidade técnica. E como ela virou ” campeã” de ressarcimentos, quando Siemens, Alstom, Halliburton (aquela do vice-presidente americano Dick Cheney) , British Aeroespace e Total pagaram multas maiores aos americanos por práticas idênticas e continuem sendo “modelos” mundiais de capacidade. Tanto que a última está recebendo quase de graça parte importante dos ativos importantes da pobre Petrobras.

A ladroagem, portanto, não é “coisa de brasileiro”. Não é o “caráter dissoluto” de empresários e políticos de um só país, mas a regra que vige no mundo – mundo, literalmente- dos negócios bilionários do capitalismo.

E olha que nem se foi – e nem se vai – ao foco do banditismo financeiro mundial: os bancos.

A melhor forma de compactuar com a corrupção é achar que, no planeta do dinheiro grosso, existe algum santo.

O mais curioso, entretanto, é que o Departamento de Justiça, órgão do Governo americano, julga e multa empresas de outros países por atos de corrupção praticados também em outros países, sem que isso nada tenha a ver com os negócios de ambos nos Estados Unidos.

O país que sempre foi “a polícia do mundo” é, também, sem questionamentos, a “justiça do mundo”.

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1989 visitas - Fonte: tijolaco

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