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17/2/2017 00:39

Novo Ministro da Justiça defendeu Aécio no caso do aeroporto na fazenda do tio

Na TV Afiada “Tucanos estão mais bindados que o PMDB” percebe-se que foi por sugestão do Mineirinho (da lista de alcunhas da Odebrecht) que o MT, da mesma lista, nomeou o mineiro Carlos Velloso, ex-ministro do STF, novo ministro da Justiça.



Até pouco tempo, Velloso era o advogado de Aécio Neves em uma ação que se originou da Lava Jato.

Mas, tem também o inesquecível aeroporto da cidade de Cláudio, o Aecioporto, o famoso aeroporto do Titio!

Por sugestão de amigo navegante mineiríssimo, o Conversa Afiada recupera, do Estadão, texto de julho de 2014 sobre o inesquecível episódio:



Aécio defende obra, mas não diz se usou aeroporto
22/Julho/2014

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, voltou a defender nesta terça-feira, 22, a construção, pelo governo de Minas, de um aeroporto em terreno desapropriado de um parente seu no município de Cláudio, no interior do Estado, quando chefiava o Executivo estadual.

A campanha tucana convocou a imprensa, mas Aécio se recusou a responder a perguntas feitas pelos jornalistas (…) O candidato fez apenas uma declaração sobre a legalidade da obra, sem dizer se fez ou não uso do aeroporto, que fica a 6 quilômetros da fazenda de sua família.

Reportagem publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que o governo mineiro gastou quase R$ 14 milhões na construção do aeroporto de pequeno porte na área que pertenceu ao tio-avô de Aécio, Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito de Cláudio. Conforme a reportagem, um dos filhos de Múcio, Fernando Tolentino, disse que o próprio Aécio, seu primo, usa a pista sempre que visita a cidade.

(…) O tucano apresentou dois pareceres assinados pelos ex-ministros do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto e Carlos Velloso para defender que não houve ilegalidade na obra.

O parecer de Carlos Velloso foi enviado de Portugal e é datado de 22 de junho de 2014. A avaliação de Velloso, que ele classifica de “breve opinião legal”, é constituída por apenas quatro parágrafos. No parecer, ele afirma que o procedimento para a construção do aeroporto na cidade de Cláudio foi “correto”.

Já a opinião legal de Ayres Britto (aqui conhecido como Big Ben de Propriá) é formada por apenas três parágrafos. O texto não tem data. “Não há nada de juridicamente inválido nesse proceder administrativo do Estado”, afirma o ex-ministro do Supremo.

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