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17/2/2017 14:59

Moro quase chora de raiva em audiência; advogado de Cerveró inocenta Lula

O advogado Edson Ribeiro, que atuava em nome do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e é acusado de ter participado da suposta trama para comprar o silêncio de seu ex-cliente, negou ter feito qualquer ação para impedir a delação. Ribeiro depôs nesta sexta-feira (17) na Justiça Federal em Brasília, em processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos acusados.

Procuradores federais denunciaram Lula baseados em delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral, que foi solto da prisão onde se encontrava após fechar acordo de delação afirmando que Lula teria participado de uma trama para evitar delação de Cerveró. Na Justiça, porém, Delcídio foi incapaz de provar o que disse.



Voltando ao advogado Edson Ribeiro, nesta sexta-feira, ele disse que o ex-senador não fez nenhum pedido em nome de Lula ou de José Carlos Bumlai (a quem o ex-parlamentar também acusa de tentativa de obstrução da Justiça. O então senador Delcídio teria pedido, na realidade, para que Nestor Cerveró não falasse dele próprio e do empresário André Esteves, apenas isso. E que o dinheiro repassado pelo ex-senador para ele passar para a famílai do Cerveró seria do próprio Delcídio, tendo posteriormente vindo a saber que o ex-senador tentou conseguir o dinheiro de várias origens diferentes.

“Delcídio Amaral é um falastrão, um contador de histórias, ninguém acreditava nele”, disse o advogado. Ele confirmou ter recebido dinheiro do ex-parlamentar em cinco ocasiões, sendo uma vez direto das mãos de seu ex-cliente e quatro outras por meio de um assessor. O dinheiro teria sido repassado pelo advogado à Bernardo Cerveró, filho de Cerveró.

O advogado negou enfaticamente a acusação que lhe é atribuída, do chamado “patrocínio infiel”, quando um causídico trai o seu cliente. Ele rememorou sua carreira, lembrou que voltou dos Estados Unidos quando teve sua prisão preventiva decretada e que atuou de todas as formas possíveis para defender Nestor Cerveró, inclusive sem impedir a possibilidade de um acordo de delação premiada.

Disse que a conversa gravada pelo filho de Cerveró, Bernardo, em novembro, não teve nenhuma consequência e que ele não acreditava no que dizia Delcídio. Diz que por causa dessa reunião e da repercussão do caso sua vida “acabou”. “O Ministério Público foi induzido a erro pelo Bernardo (Cerveró).” Ele disse que em um ano e meio do caso ele nunca foi perguntado sobre os fatos.

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