1926 visitas - Fonte: O Globo
De Marco Grillo no Globo.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou neste domingo que vai analisar a denúncia de que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi avisado com antecedência sobre uma operação da Polícia Federal que atingiria seu então assessor Fabrício Queiroz. Ainda segundo o relato do empresário Paulo Marinho, ex-aliado da família Bolsonaro, o senador disse que a Operação Furna da Onça foi adiada para que não ocorresse durante o segundo turno da eleição presidencial e atrapalhasse a campanha do então candidato Jair Bolsonaro.
“O procurador-geral da República analisará o relato junto com a equipe de procuradores que atua em seu gabinete em matéria penal”, disse a Procuradoria-Geral da República (PGR), em nota.
Em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, Marinho disse que Flávio contou a ele e a dois advogados que foi avisado por um delegado da PF no Rio sobre a investigação que estava em andamento. De acordo com o relato, o senador revelou que a operação foi adiada para o período posterior à eleição e que foi orientado a exonerar Queiroz de seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) – o que ocorreu em 15 de outubro de 2018. Nathalia Queiroz, filha do então assessor, foi exonerada do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados na mesma data.
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