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São Paulo – O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse nesta quinta-feira (29/6) que os refugiados afegãos que estão no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, serão levados para hotéis.
Dino não deu detalhes sobre como o governo federal vai implementar a ação e nem sobre em quais hotéis os afegãos ficarão. Mais de 200 imigrantes afegãos estão acampados no aeroporto.
A iniciativa surge após denúncias de um surto de sarna entre os refugiados. O grupo também sofre com a falta de atendimento para outros problemas como convulsões, hipertensão, dores e até piolhos.
“Essas pessoas vão ter a possibilidade de serem adequadamente acolhidas em hotéis. Não só em Guarulhos, mas em outras cidades, até que se estruture uma política definitiva para dar conta desse grave problema”, afirmou o ministro em um vídeo publicado pelo deputado Alencar Santana (PT-SP).
O parlamentar se reuniu na noite dessa quarta (28) com o ministro da Justiça em Brasília.
Situação emergencial
Dino afirmou que a prioridade do governo é enfrentar o que classificou como “situação humanitária emergencial”.
“Nós temos providências em andamento no que se refere a investigações, mas principalmente nesse instante. Nossa preocupação é garantir condições adequadas para o enfrentamento dessa crise derivada da intensificação da migração sobretudo de Afegãos”, disse ele.
O Ministério da Justiça ainda não divulgou como pretende atuar no caso.
Ministério da Saúde cria grupo
O Ministério da Saúde publicou nesta quinta portaria criando grupo de trabalho para discutir a Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas.
O grupo de trabalho criado pela portaria será composto por integrantes de sete áreas diferentes do governo, como Secretaria de Saúde Indígena e Assessoria Especial de Assuntos Internacionais.
O objetivo principal é elaborar a proposta da Política Nacional de Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas, apontando diretrizes para o cuidado com essas populações, além de sistematizar planos de ação para o atendimento a estes grupos.
Os trabalhos terão a duração de um ano e poderão ser prorrogados por mais 12 meses. A coordenação ficará a cargo da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Ao final do período, o grupo deve elaborar um relatório final, que será encaminhado à ministra Nísia Trindade.
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