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Em mais um episódio escandaloso da gestão Bolsonaro, foi revelado que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, teve um encontro secreto com o então presidente Jair Bolsonaro em maio de 2022. Este encontro ocorreu horas antes de uma crucial reunião do Copom sobre a taxa básica de juros, a Selic.
A decisão do Copom, após a reunião de 3 e 4 de maio, foi de aumentar a taxa Selic em 1 ponto, elevando-a para 12,75%. Este valor representava o maior patamar dos últimos cinco anos. A descoberta deste encontro secreto ocorreu após a análise de documentos encontrados no celular de Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ajudante de ordens de Bolsonaro, que atualmente está preso.
Quando questionado, o Banco Central afirmou que "nenhum tema relativo ao Copom foi tratado durante o referido encontro". No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre os assuntos discutidos na ocasião. O BC justificou a falta de divulgação da reunião como uma "falha operacional" na agenda pública de Campos Neto.
O Banco Central também destacou que não existem regras que impeçam Campos Neto de se encontrar com agentes públicos. No entanto, há uma regra que estipula um período de silêncio público para dirigentes da autarquia na semana anterior à reunião sobre a Selic.
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