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Uma operação policial desvendou um esquema alarmante: uma quadrilha, liderada por um adolescente de apenas 14 anos, comercializava mais de 20 milhões de logins e senhas de instituições como a Justiça e várias polícias do Brasil. O grupo, formado majoritariamente por jovens, explorava vulnerabilidades em sites oficiais.
A trama foi descoberta após a detenção de um jovem de 17 anos em Bady Bassitt, São Paulo. Ele havia acessado o sistema da Polícia Civil e inserido dados falsos em um boletim de ocorrência. Este ato ilícito ocorreu em junho, quando o adolescente ainda era menor de idade.

Através de investigações meticulosas, a polícia identificou membros da quadrilha em diversas localidades, como Jaciara (MT), Blumenau (SC) e Curitiba. Em um mês de investigação, um adolescente de 14 anos emergiu como o cérebro por trás das operações. Ele desenvolveu um software que lhe permitia invadir praticamente qualquer site, acumulando um vasto banco de dados com logins e senhas.
Os sistemas comprometidos incluíam o Tribunal de Justiça de São Paulo, Polícia Militar, Polícia Federal, Exército e Ministério Público de São Paulo, entre outros. Estes acessos eram então comercializados, com preços oscilando entre R$ 200 e R$ 1.000.
O caso ressalta preocupações sobre a segurança digital e a supervisão parental. O líder do grupo alegou ter invadido os sistemas por mera curiosidade. Atualmente, todos os envolvidos foram soltos, exceto o adolescente de 17 anos, que foi encaminhado à Fundação Casa.
Os dados eram armazenados em servidores privados na nuvem, com conexões ocultas para dificultar a detecção. No entanto, a polícia conseguiu identificar os membros em diferentes cidades.
A plataforma Discord, onde os jovens se encontraram e planejaram suas atividades, reforçou sua política de não tolerar atividades ilegais, colaborando com as autoridades quando necessário. As entidades afetadas asseguram que seus sistemas estão agora seguros e que continuam a investir em segurança cibernética.
A defesa de Lucas Barbas, um dos envolvidos, insiste em sua inocência.
*Com informações do Metrópoles
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