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Craig Mokhiber, diretor do escritório em Nova York do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, que deixou o cargo esta semana, fez declarações contundentes ao se despedir. Em uma carta enviada ao seu chefe, Volker Turk, Mokhiber classificou a situação em Gaza como "genocídio" e acusou a ONU de se submeter aos interesses e pressões dos Estados Unidos e ao lobby israelense.
"Estamos presenciando um genocídio se desenrolar diante de nossos olhos, e a Organização a que servimos parece impotente para impedi-lo", escreveu Mokhiber, segundo a coluna de Jamil Chade no UOL. Ele alertou que "o mundo está assistindo. Todos nós seremos responsáveis por nossa posição nesse momento crucial da história".
Mokhiber comparou a situação atual em Gaza a genocídios passados, nos quais a comunidade internacional falhou em prevenir atrocidades em massa, proteger os vulneráveis e responsabilizar os perpetradores. "Em todos os casos, quando a poeira baixou sobre os horrores perpetrados contra populações civis indefesas, ficou dolorosamente claro que havíamos falhado em nosso dever", ressaltou.
Ele criticou a ONU por negligenciar as "sucessivas ondas de assassinato e perseguição contra os palestinos" ao longo de sua existência. "Esse é um caso exemplar de genocídio. O projeto colonial europeu, etnonacionalista e de colonos na Palestina entrou em sua fase final, rumo à destruição acelerada dos últimos remanescentes da vida indígena palestina na Palestina", afirmou Mokhiber.
Quando questionada sobre as críticas, a ONU respondeu que as opiniões expressas são pessoais do ex-funcionário.
Com informações do Brasil 247
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