O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quarta-feira (20) o fortalecimento da parceria estratégica com o Brasil e afirmou que só aceitará um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia se houver garantias claras para a agricultura francesa e europeia. A posição foi publicada em suas redes sociais após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na sequência da reunião realizada na segunda-feira em Washington, reiterei a necessidade de defender o multilateralismo e seu papel central para alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia, com garantias sólidas de segurança…
Segundo Macron, o diálogo deu sequência ao encontro realizado em Washington, no qual líderes europeus se reuniram com Donald Trump e Volodymyr Zelensky para discutir saídas para a guerra na Ucrânia. O francês destacou que a cooperação com o Brasil deve avançar em áreas como defesa, transportes e comércio, com atenção às tarifas alfandegárias.
Outro ponto central da ligação foi a COP-30, que acontecerá em Belém (PA) no final de 2025. Macron confirmou sua presença e afirmou que o encontro precisa enfrentar de forma decisiva os desafios climáticos e sociais, como o aquecimento global e a pobreza. Ele reforçou o compromisso de alinhar a União Europeia às metas ambientais mais ambiciosas.
Em relação ao acordo Mercosul-União Europeia, Macron disse estar disposto a assinar o tratado ainda neste semestre, mas fez a ressalva de que o pacto deve ser “ambicioso”, ao mesmo tempo em que preserve os interesses agrícolas da Europa. Lula, por sua vez, criticou o uso político de tarifas comerciais contra o Brasil, em referência às sobretaxas impostas por Donald Trump, e destacou que já acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Ambos concordaram em manter o diálogo para avançar nas negociações e reforçar a cooperação bilateral. Macron lembrou a visita de Estado que fez ao Brasil e a viagem de Lula à França em junho, ressaltando que o objetivo é consolidar uma relação duradoura.
VEJA A NOTA DE MACRON NA ÍNTEGRA: "Acabo de conversar com o presidente Lula.
Na sequência da reunião realizada na segunda-feira em Washington, reiterei a necessidade de defender o multilateralismo e seu papel central para alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia, com garantias sólidas de segurança para a Ucrânia e para a segurança da Europa.
Com a aproximação da COP30, que terá lugar em Belém no final de 2025, fizemos um balanço dos grandes desafios globais, em especial as questões ambientais e a luta contra a pobreza.
No que diz respeito ao Mercosul, reiterei que estou pronto para um acordo UE-Mercosul ambicioso, desde que preserve os interesses da nossa agricultura francesa e europeia e esteja ao serviço das nossas economias respetivas.
Também discutimos de forma aprofundada as questões econômicas, em particular as tarifas alfandegárias, assim como nossa cooperação bilateral nas áreas de defesa e de transportes. Concordamos em continuar a aprofundar nossa relação bilateral, na continuidade à minha visita de Estado ao Brasil e à visita do presidente Lula à França, em junho passado.
Com informações da Fórum
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