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Em discurso assertivo durante inauguração da Nova Fábrica de Baterias Estratégicas em Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi categórico sobre a política mineral brasileira: "Os minerais críticos são nossos, e ninguém vai botar o dedo. Não somos colônia de ninguém". A declaração reforça a posição do governo contra propostas de internacionalização das reservas de lítio, nióbio e terras-raras.
Lula anunciou um plano de industrialização nacional desses recursos, com investimento de R$ 18 bilhões até 2026 para desenvolver cadeias produtivas de baterias, ímãs permanentes e componentes eletrônicos. "Não exportaremos mais commodities minerais a preço de banana para importarmos produtos tecnológicos a preço de ouro", afirmou o presidente, criticando a política de desnacionalização do setor nos governos anteriores.
O projeto prevê a criação de três centros tecnológicos em parceria com universidades públicas e a reserva de 40% das jazidas estratégicas para empresas estatais. "É nossa chance de pular etapas no desenvolvimento tecnológico e garantir que a riqueza mineral beneficie o povo brasileiro", explicou a ministra de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A medida ocorre em meio a pressões internacionais por acesso preferencial aos minerais críticos brasileiros, essenciais para transição energética e indústria 4.0. Lula deixou claro que qualquer parceria deverá respeitar a soberania nacional e transferir tecnologia: "Não aceitaremos neocolonialismo disfarçado de investimento".
Com informações do Brasil247
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