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O governo de Israel determinou que o discurso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU seja transmitido por alto-falantes nas ruas de Gaza. A iniciativa, revelada pelo jornal Haaretz, provocou forte reação negativa dentro das próprias Forças de Defesa de Israel e entre familiares de reféns. Oficiais do Comando Sul classificaram a operação como um ato de "guerra psicológica" sem benefício militar real, com um oficial de alta patente afirmando que "ninguém entende o propósito disso".
A ordem partiu diretamente do governo israelense, gerando insatisfação nas tropas que se sentem instrumentalizadas para uma iniciativa política. Familiares de soldados e civis mantidos em Gaza protestaram veementemente contra a medida. Anat Angrest, mãe de um militar sequestrado, escreveu que qualquer frase diferente de um anúncio de acordo para trazer todos de volta seria "abuso psicológico" contra os reféns.
O movimento Mães Despertas condenou o plano, acusando Netanyahu de usar os soldados como "adereços da sua performance megalomaníaca". A polêmica ocorre às vésperas do encontro entre Netanyahu e Donald Trump, que afirmou estar próximo um acordo de cessar-fogo para libertação de reféns.
Com informações do jornal Haaretz
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