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O Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 termina com um resultado que gera revolta e questionamentos sobre o rigor seletivo dos jurados. A Acadêmicos de Niterói, que ousou levar para a Sapucaí a trajetória de resistência e vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi rebaixada para a Série Ouro. A escola, que havia subido triunfalmente como campeã em 2025, foi punida com notas baixas em quase todos os quesitos, terminando na última colocação do Grupo Especial após um desfile que celebrou a alma do povo brasileiro.
O enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” foi um ato de coragem artística e política. Através da força de Dona Lindu, a agremiação narrou a odisseia de Lula, do sertão de Garanhuns à consagração internacional. O desfile não fugiu da luta: exaltou a militância sindical, os programas sociais que tiraram o Brasil do mapa da fome e homenageou heróis da resistência contra a ditadura, como Henfil e Rubens Paiva. O samba, assinado por gigantes como Teresa Cristina e Arlindinho, fez o público cantar "o amor venceu o medo", ecoando o sentimento de um país que se reconstruiu.
Infelizmente, o conservadorismo do júri parece ter pesado mais que a beleza da narrativa popular. Enquanto a escola apresentava uma sátira contundente ao extremismo — incluindo uma representação satírica do ex-presidente Jair Bolsonaro como um palhaço —, os avaliadores foram cirúrgicos em distribuir notas baixas. Para quem repudia o bolsonarismo e a perseguição que marcou os anos de trevas no Brasil, o rebaixamento da Niterói soa como uma tentativa de silenciar um enredo que colocou o operário no topo do mundo e lembrou que a soberania nacional é inegociável.
A Acadêmicos de Niterói retorna agora à Série Ouro em 2027, mas sai do Grupo Especial com a cabeça erguida. O resultado matemático não apaga a força de um desfile que emocionou quem acredita em um Brasil inclusivo e democrático. O desafio de reconstrução será grande, mas a semente da resistência foi plantada na avenida. O Carnaval é, acima de tudo, um espaço de liberdade, e nenhuma nota baixa poderá apagar o "olê, olê, olê, olá" que estremeceu as arquibancadas da Marquês de Sapucaí em homenagem ao maior líder popular da nossa história.
Com informações do DCM
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