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Na mira da Polícia Federal por suspeita de envolvimento no escândalo do Banco Master, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, está em uma verdadeira maratona política para tentar salvar seu mandato. Segundo a Folha de S.Paulo, desde que foi alvo de busca e apreensão em 7 de maio, Ciro intensificou a agenda no Piauí: percorreu seis municípios em um único dia e pretende manter uma maratona de compromissos, participando do Senado de forma virtual para ampliar sua presença nos redutos eleitorais. O senador nega as acusações e afirma ser vítima de um "ataque fabricado".
A estratégia de Ciro é clara: reconstruir sua base eleitoral no Piauí e se distanciar da imagem bolsonarista que o aproximou de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Antes da operação, Ciro chegou a ser cotado como vice na chapa presidencial de Flávio. Agora, no estado, ele trabalha para consolidar uma candidatura própria, apoiando o ex-prefeito Joel Rodrigues (PP) contra o governador Rafael Fonteles (PT), que tenta a reeleição. Em Teresina, conta com o apoio do prefeito Silvio Mendes (União Brasil). Apesar do desgaste, o senador manteria o respaldo de pelo menos 200 prefeitos no Piauí.
A operação da PF apura suspeitas de que Ciro teria recebido pagamentos mensais recorrentes e outras vantagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em troca de favores políticos. Desde a ofensiva, o senador tem evitado a imprensa e concentrado esforços em agendas no interior. O futuro político de Ciro Nogueira está em jogo. A pergunta que fica é: a maratona eleitoral será suficiente para apagar a sombra do escândalo? Os eleitores do Piauí vão decidir.
Com informações da Folha de S.Paulo
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