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A deputada federal Gleisi Hoffmann reagiu de forma contundente às declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a respeito da Lei Maria da Penha. Por meio de suas redes sociais, a parlamentar acusou o congressista de demonstrar profunda ignorância histórica ao desqualificar a legislação como "um pedaço de papel". Gleisi enfatizou que o dispositivo legal promoveu uma mudança estrutural e urgente no enfrentamento à violência doméstica e familiar, rompendo com uma cultura de leniência em que as agressões físicas e psicológicas contra o público feminino eram vistas de maneira normalizada ou tratadas pelo Estado como um assunto restrito à esfera puramente privada.
A reação da deputada ocorreu em resposta direta a um posicionamento de Flávio Bolsonaro, que defendeu a substituição das abordagens tradicionais da lei pelo uso prioritário de ferramentas tecnológicas para proteger as vítimas. Para a petista, o ataque ao mecanismo — reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas como uma das barreiras jurídicas mais avançadas do mundo — sinaliza que o clã político do ex-presidente se alinha à preservação das causas da criminalidade de gênero em vez de combatê-las. A parlamentar destacou que a norma foi responsável por estruturar uma rede nacional essencial de amparo público que inclui as Patrulhas Maria da Penha, juizados especiais e as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
"Qualquer dos Bolsonaros representa um retrocesso de no mínimo 30 anos em todos os tópicos. Atacar a lei e não as causas da violência mostra para que lado o pré-candidato se alinha. Eles querem o povo sem instrução e sem saúde de qualidade para depender de pastores" — Gleisi Hoffmann, deputada federal (PT-PR).
Gleisi expandiu o espectro de suas críticas para além da pauta dos direitos das mulheres, acusando o grupo político de Flávio de atuar para promover o desmonte deliberado de serviços essenciais de assistência social e saúde pública no país. Segundo a dirigente, a tática da oposição visa fragilizar as estruturas governamentais de apoio à população vulnerável para forçar uma dependência clientelista em relação a lideranças religiosas aliadas e redutos políticos específicos. Ao encerrar o manifesto, a deputada reforçou o compromisso com a aplicação integral e severa do texto legal, argumentando que a desidratação institucional da norma agravaria os índices nacionais de feminicídio.
Com informações do X
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