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A Polícia Federal instaurou um inquérito oficial para apurar um escandaloso e complexo esquema financeiro que conecta o financiamento do filme Dark Horse — cinebiografia sobre Jair Bolsonaro — a uma engrenagem de lavagem de dinheiro operada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação foi aberta após uma petição formal protocolada pelo deputado federal Lindbergh Farias, que divulgou os bastidores do caso em suas redes sociais. Segundo o parlamentar, a corporação obteve o compartilhamento de dados sigilosos com a Polícia Civil de São Paulo para rastrear os fluxos de capital da empresa Entre Investimentos, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, usada como duto para ocultar a origem de recursos ilícitos.
O centro da investigação mapeia duas rotas criminosas distintas e de extrema gravidade que convergem para a cúpula da oposição brasileira. Na primeira linha de apuração, a Entre Investimentos teria sido o veículo utilizado por Vorcaro para transferir R$ 61 milhões ao fundo norte-americano Ravengate, sediado no Texas, dinheiro que teria como destino final os congressistas Flávio e Eduardo Bolsonaro. Os investigadores cruzaram esses dados com contratos do Instituto Conhecer Brasil com a prefeitura paulistana, comandado pela produtora do filme, Carina Gama; a entidade subcontratou por R$ 12 milhões a empresa de Alex Leandro Bispo — apontado pela polícia paulista como um dos principais e mais influentes quadros de comando na hierarquia do PCC.
"Agora o bicho vai pegar. Nós estamos ligando o Vorcaro, a família Bolsonaro e ao PCC. Então, é dinheiro de corrupção do Banco Master e ligação com o Primeiro Comando da Capital. A PF vai desmontar tudo isso e o destino do Flávio vai ser igual ao do Eduardo e do Jair Bolsonaro: julgado pela Justiça" — Lindbergh Farias, deputado federal (PT-RJ).
A segunda vertente do inquérito foca no braço bancário do crime organizado e nas conexões com as fraudes fiscais do Banco Master. Os relatórios da Operação Carbono Oculto apontam que a mesma Entre Investimentos injetou mais de R$ 20 milhões no BK Bank — instituição financeira controlada pela facção criminosa paulista — utilizando o fundo de fachada Golden Style. Para o bloco governista no Congresso, o cruzamento das quebras de sigilo bancário pavimenta um caminho sem volta para a responsabilização criminal do clã Bolsonaro por corrupção financeira, lavagem internacional de capitais e associação direta com organizações transnacionais de tráfico de drogas.
Agora o bicho vai pegar!
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 19, 2026
PF abre inquérito por uma petição nossa para investigação do elo entre Dark Horse e PCC pic.twitter.com/x7CSMvglWl