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A economia brasileira registrou uma expansão de 0,7% em maio na comparação com o mês de abril, revertendo a leve oscilação negativa do período anterior e consolidando uma trajetória de resiliência. Os dados são do Monitor do PIB, divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O indicador, que serve como uma prévia das contas nacionais, revelou ainda um crescimento de 1,9% no trimestre móvel encerrado em maio frente ao mesmo período do ano passado, acumulando uma alta de 1,7% nos últimos 12 meses.
O grande propulsor dessa retomada foi o consumo das famílias, que cravou uma alta de 3,3% no trimestre analisado — o melhor desempenho desde o fim de 2024. O forte apetite de compra da população concentrou-se majoritariamente na busca por serviços e bens duráveis. Outro fator positivo foi o retorno dos investimentos produtivos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que cresceram 2% no trimestre móvel, elevando a taxa de investimento do país para 18,6% em maio. No acumulado em valores correntes, a riqueza nacional gerada até o quinto mês do ano atingiu a marca de R$ 5,466 bilhões.
"O crescimento da agropecuária vem após sequência de retrações, a estabilidade industrial mostra perda de fôlego do setor e apenas os serviços mostraram resultado um pouco melhor. Embora a economia siga em crescimento, há alguns sinais importantes de arrefecimento" — Juliana Trece, coordenadora da pesquisa do Monitor do PIB da FGV.
Apesar dos números positivos no curto prazo, a análise detalhada da FGV acende um alerta sobre a sustentabilidade do ritmo de crescimento no longo prazo. O avanço acumulado de 1,7% em 12 meses evidencia uma desaceleração gradual quando comparado aos 3% registrados em março deste ano. Economistas apontam que a forte dependência do consumo familiar, somada à perda de dinamismo das exportações de minério e à estagnação da atividade industrial, exige cautela. O dado oficial consolidado do PIB será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro, enquanto o mercado financeiro (Relatório Focus) projeta que o Brasil fechará o ano com um crescimento de 1,99%.
Com informações da Agência Brasil
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