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A sanha imperialista e o medo do avanço tecnológico de nações soberanas levaram o governo de Donald Trump a deflagrar uma ofensiva covarde contra o Brasil. O renomado economista americano Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, afirmou categoricamente que as novas tarifas impostas pela Casa Branca — previstas para entrar em vigor nesta quarta-feira — não vão produzir os efeitos sufocantes esperados pela extrema direita americana e, na prática, tendem a fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um artigo contundente, Krugman sepultou a narrativa de Washington ao demonstrar que a perseguição econômica esbarra no orgulho nacional e na solidez das instituições brasileiras.
O verdadeiro estopim para a agressão de Trump é o estrondoso sucesso do PIX, o sistema de pagamentos instantâneos que se tornou referência global e que o próprio Nobel já havia batizado como "o dinheiro do futuro". Incapaz de competir com a eficiência tecnológica e o barateamento de custos proporcionados pelo sistema aos cidadãos, a administração republicana transformou a ferramenta em alvo, tentando penalizar o Brasil por oferecer um serviço melhor e mais barato que o monopólio das bandeiras financeiras americanas. Krugman ironizou o argumento de "prática comercial desleal" usado pelos EUA, comparando a postura de Trump a uma tentativa absurda de fechar os correios americanos apenas porque entregam cartas de forma mais barata que as empresas privadas Fedex e UPS.
Além da inveja econômica e da resistência à modernidade, Krugman escancarou o viés ideológico da punição, apontando que o clã de Trump tenta castigar o Brasil por ser uma "verdadeira democracia" que não se curvou ao fascismo. O economista destacou o exemplo corajoso do judiciário brasileiro que, ao contrário da leniência vista nos Estados Unidos, processou e puniu o ex-presidente Jair Bolsonaro por sua tentativa frustrada de golpismo após perder as eleições de 2022. Para o Nobel, essa altivez democrática enfurece a cúpula extremista da Casa Branca, que agora usa as tarifas como uma retaliação política mesquinha.
Apesar do tom ameaçador de Washington, o impacto financeiro das barreiras deve ser insignificante, conforme endossado também pela economista Monica de Bolle. O próprio governo de Trump teme uma inflação interna descontrolada em Nova York se taxar agressivamente itens essenciais que os americanos importam em massa, como o café, o suco de laranja e a carne bovina. Krugman concluiu seu manifesto alertando que a tentativa de blindar a hegemonia do dólar atacando o Brasil é inócua, e que o verdadeiro pesadelo dos EUA começará quando a Europa lançar o euro digital, deixando a economia americana isolada em sua própria arrogância por ter declarado uma "guerra contra o futuro".
Com informações do DCM
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