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A deputada federal Jandira Feghali lançou uma contraofensiva contundente contra o senador Flávio Bolsonaro após o parlamentar de extrema-direita desqualificar publicamente a eficácia histórica da Lei Maria da Penha. Por meio de suas redes sociais, a parlamentar comunista reagiu com indignação ao ver a legislação protetiva ser classificada pelo adversário como um mero pedaço de papel que não serve a ninguém. Jandira relembrou a Flávio que a norma, sancionada em 2006 pelo presidente Lula, foi construída com ampla escuta popular e transformou o sistema de Justiça brasileiro, sendo reconhecida internacionalmente pela Organização das Nações Unidas como uma das três melhores legislações do planeta no combate à violência doméstica e familiar de gênero.
A deputada subiu o tom contra o herdeiro do clã bolsonarista ao fazer um balanço demolidor de sua atuação legislativa no Congresso Nacional. A parlamentar fluminense classificou o oponente como um completo zero à esquerda no Senado, acusando-o de jamais ter formulado uma única proposta de lei que beneficiasse as mulheres ou qualquer setor trabalhista do povo brasileiro. Para além da misoginia estrutural demonstrada pelo senador do PL, Jandira conectou o posicionamento do rival às suas recorrentes defesas de políticas armamentistas no país, argumentando que a distribuição desenfreada de armas de fogo apoiada pela extrema-direita serve de combustível direto para a escalada trágica dos índices de feminicídio em território nacional.
O embate político ganhou contornos de soberania nacional após a deputada denunciar a recente viagem oficial de Flávio Bolsonaro a Washington. Jandira acusou o senador de atuar como um verdadeiro traidor da Pátria, colocando os interesses comerciais e políticos dos Estados Unidos acima da integridade e dos direitos da população brasileira. Para selar a denúncia pública, a parlamentar listou o voto de Flávio contra o fim da escala de trabalho seis por um e seu apoio escancarado a propostas que tentam blindar criminosos contra investigações judiciais, garantindo que as forças progressistas continuarão firmes na trincheira contra as tentativas de transformar o Brasil em quintal norte-americano e as mulheres em propriedades privadas.