Caged mostra forte inserção de inscritos do Bolsa Família e CadÚnico no mercado de trabalho

Portal Plantão Brasil
21/7/2026 13:37

Caged mostra forte inserção de inscritos do Bolsa Família e CadÚnico no mercado de trabalho

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Os beneficiários do Bolsa Família e os inscritos no Cadastro Único concentraram a imensa maioria dos postos de trabalho com carteira assinada abertos no Brasil durante o ano de 2025. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego, elaborados com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, apontam que, dos 1,274 milhão de empregos formais criados no país ao longo daquele ano, 1,160 milhão — o equivalente a 91% do total — foram preenchidos por esse público.











A dinâmica positiva teve continuidade nos primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, o saldo do emprego formal no país atingiu 767 mil vagas. Desse conjunto, 517 mil postos foram ocupados por trabalhadores oriundos de famílias beneficiárias do Bolsa Família, enquanto outros 200 mil foram preenchidos por pessoas cadastradas no CadÚnico que não recebiam o benefício. Apenas cerca de 50 mil oportunidades ficaram com trabalhadores fora do universo do cadastro social.











De acordo com a avaliação do governo federal, os indicadores comprovam a inserção produtiva dessa parcela da sociedade e rebatem a tese de que os programas de transferência de renda atuam como desestímulo ao trabalho formal. Um dos fatores que impulsionam essa movimentação é a regra de proteção do Bolsa Família, instrumento que permite aos beneficiários ingressarem no mercado de trabalho formal sem perder o auxílio imediatamente, reduzindo o valor recebido de forma gradual conforme a evolução da renda.











O levantamento do MTE detalha ainda o perfil sociodemográfico dos contratados pertencentes a famílias do Bolsa Família: 61% são mulheres, 35% têm entre 18 e 24 anos, 69% possuem o ensino médio completo e 70% são pessoas pretas ou pardas. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, classificou as críticas sobre dependência ao programa como preconceito, reforçando que o Bolsa Família atua como um colchão de proteção social enquanto assegura a transição das famílias para o mercado de trabalho.


Veja na publicação do Brasil 247:

Perfil dos trabalhadores contratados


O levantamento do MTE detalha o perfil sociodemográfico dos trabalhadores beneficiários que acessaram o mercado formal:


-Gênero: Entre os contratados pertencentes a famílias do Bolsa Família, 61% são mulheres. O índice é significativamente superior aos 35,8% registrados entre os trabalhadores contratados fora do Cadastro Único.


-Faixa etária: Há uma presença expressiva de jovens, com cerca de 35% dos admitidos no grupo do Bolsa Família situados na faixa de 18 a 24 anos, ante 25% entre os trabalhadores não cadastrados.


-Escolaridade: A maioria dos beneficiários contratados possui o ensino médio completo (69%, contra 64% dos não cadastrados). Por outro lado, o acesso ao ensino superior permanece restrito: apenas 2,3% dos admitidos vinculados ao Bolsa Família têm graduação, frente a 10,5% entre os trabalhadores de fora do cadastro.


-Recorte racial: Cerca de 70% dos contratados oriundos de famílias do programa são pretos ou pardos, proporção que cai para 56% entre os trabalhadores sem registro no CadÚnico.





Com informações do Brasil 247


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