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O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, sacudiu o cenário político paulista ao anunciar uma ofensiva contundente contra os privilégios fiscais ocultados pela atual gestão estadual. Em entrevista, o petista garantiu que, caso seja eleito para comandar o Palácio dos Bandeirantes, vai escancarar as contas públicas e dar total transparência à lista de empresas contempladas com bilionários incentivos tributários. O plano é replicar no estado o modelo de transparência radical que ele próprio implementou em nível federal durante sua bem-sucedida passagem pelo Ministério da Fazenda no governo Lula, onde qualquer cidadão conseguia consultar os beneficiários pela internet.
A ofensiva de Haddad expõe o manto de segredo mantido pela gestão de Tarcísio de Freitas, que vem ignorando inclusive ordens expressas do Poder Judiciário. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu uma decisão contundente exigindo que o governo estadual passe a divulgar nominalmente as companhias agraciadas com isenções do ICMS, uma obrigação legal que o Executivo paulista insiste em omitir. Haddad criticou duramente essa falta de publicidade, apontando que o sigilo serve apenas para esconder critérios obscuros que beneficiam apadrinhados políticos em detrimento do pequeno comerciante e do bolso da população trabalhadora.
Para piorar o cenário da gestão bolsonarista, auditorias recentes do Tribunal de Contas do Estado jogaram luz sobre o tamanho do escândalo, revelando que as renúncias de receita do estado dispararam impressionantes 52% nos últimos anos. A investigação do órgão fiscalizador trouxe à tona uma disparidade revoltante que escancara a lógica da desigualdade: uma fatia minúscula de apenas 1% das corporações beneficiadas abocanha assustadores 80% de todas as isenções fiscais distribuídas pelo governo de Tarcísio.
Ao analisar essa alarmante concentração de renda, Haddad demarcou uma linha clara entre o que é um incentivo econômico legítimo para o desenvolvimento do setor produtivo e o que se configura como privilégio pontual sem qualquer justificativa social. O pré-candidato reforçou que uma gestão justa deve focar em reduzir a carga tributária de forma linear para gerar empregos, e não em escolher a dedo quais grandes empresas deixarão de pagar impostos sob critérios ocultos. O petista assegurou que a auditoria rigorosa desses contratos e a garantia do acesso público às informações do Tesouro serão prioridades absolutas no processo de reconstrução do estado de São Paulo.
Com informações do canal My News
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