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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, emitiu mais uma declaração em tom de deboche às instituições democráticas e ao Poder Judiciário. Em entrevista nesta terça-feira, o dirigente partidário afirmou publicamente que a palavra final sobre a escolha do candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro pertencerá a Jair Bolsonaro. O anúncio soou como uma afronta deliberada ao Supremo Tribunal Federal, uma vez que o ex-mandatário cumpre pena em prisão domiciliar por sua condenação decorrente da tentativa de golpe de Estado e está sob um severo pacote de restrições legais impostas pela Suprema Corte.
Para tentar contornar os impedimentos legais, os quais proíbem terminantemente reuniões político-eleitorais do ex-presidente, Valdemar revelou planos de utilizar uma linha clandestina de comunicação familiar. A ideia mirabolante da cúpula do partido consiste em usar a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, como uma espécie de pombo-correio humano e intermediária das ordens emitidas direto da prisão domiciliar. A estratégia beira o ridículo e escancara o desespero do grupo, visto que o próprio Flávio Bolsonaro admitiu recentemente que rompeu relações e sequer fala com a madrasta, evidenciando o clima de guerra e a total falta de sintonia na família.
As manobras do partido ocorrem no pior momento possível, em meio a um cerco judicial que asfixia as pretensões golpistas da extrema-direita. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou de forma cristalina um afastamento rigoroso por 90 dias que proíbe qualquer tipo de contato direto entre Flávio e o pai. Enquanto o clã tenta burlar as regras para manter o controle absoluto sobre o fundo eleitoral bilionário, os nomes cotados para a vaga de vice derretem um a um. A senadora Tereza Cristina rejeitou enfaticamente o convite para integrar o projeto decadente, preferindo focar seus esforços na disputa pela presidência do Senado.
A submissão total de Valdemar Costa Neto aos caprichos de um condenado pela Justiça evidencia que a oposição abdicou de critérios técnicos ou republicanos e prefere manter a legenda refém da dinastia familiar dos Bolsonaro. A insistência em ignorar as ordens do Supremo e em impor nomes por pura conveniência autocrática agravou ainda mais a crise interna da legenda, despertando a fúria e o repúdio de lideranças históricas que assistem ao naufrágio da candidatura do filho "01". Enquanto isso, o campo progressista avança em debates transparentes, consolidando o compromisso de respeitar a legalidade e as instituições brasileiras.
Com informações do SBT News
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