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O primeiro dia de operação sob a nova gestão das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM foi marcado por reclamações de passageiros e forte repercussão política. A transição do serviço para a iniciativa privada, promovida pela gestão do governador Tarcísio de Freitas, enfrentou registros de atrasos e lentidão na circulação dos trens, gerando transtornos no deslocamento de milhares de trabalhadores, sobretudo os residentes na Zona Leste da capital paulista.
A mudança no modelo de gestão das linhas férreas atende ao plano de desestatização e concessões adotado pelo governo estadual, que defende a entrada da iniciativa privada como meio de atrair investimentos, modernizar a infraestrutura e elevar a qualidade do transporte sobre trilhos. Por outro lado, a medida enfrentou resistência de sindicatos, movimentos sociais e parlamentares de oposição, que argumentam que o transporte público essencial não deveria ser entregue ao setor privado.
O conturbado início de operação foi utilizado por opositores para criticar a política de concessões do Palácio dos Bandeirantes. Parlamentares sustentam que os problemas registrados na estreia evidenciam a falta de preparação para a transição e questionam a eficiência do modelo adotado, argumentando que a população que depende diariamente do sistema na Zona Leste acabou prejudicada pelas falhas operacionais.
As concessionárias responsáveis pelo trecho e o governo do Estado acompanham a padronização e o ajuste dos serviços nas três linhas. A expectativa das autoridades é estabilizar a circulação e cumprir os cronogramas de investimentos previstos em contrato, enquanto passageiros e entidades fiscalizadoras cobram agilidade nas correções para evitar que novos episódios de lentidão afetem a rotina dos usuários.
Veja o vídeo:
Caos no primeiro dia de operação das linhas 11, 12 e 13 da CPTM, privatizadas por Tarcísio de Freitas contra a vontade da maioria da população.
— Simão Pedro (@simaopedro_SP) July 22, 2026
Essa é a cara da sanha privatista de um governador que está se lixando para o bem estar dos trabalhadores e trabalhadoras… pic.twitter.com/kNZTuvdZfM