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Lideranças religiosas historicamente alinhadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressam forte pessimismo e desconfiança em relação à aceitação do seu nome entre o eleitorado evangélico para a disputa presencial. A principal fragilidade apontada pelos próprios aliados da extrema direita é a descrença generalizada da base conservadora sobre a viabilidade real da candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. O movimento de rejeição expõe a perda de fôlego do bolsonarismo em setores que antes garantiam apoio cego ao clã.
A apreensão dos bispos e pastores intensificou-se ao compararem o momento atual com a eleição de 2022. Naquele pleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro contava com uma adesão fervorosa e incondicional do segmento religioso para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação atual das lideranças é que a militância evangélica já não enxerga no senador a mesma força política de seu pai, resultando em um ambiente marcado por incertezas e enfraquecimento do discurso ultraconservador.
O derretimento da candidatura de Flávio Bolsonaro ganha contornos concretos com os dados mais recentes das pesquisas de opinião. De acordo com o levantamento da Quaest, a vantagem do parlamentar de extrema direita sobre o presidente Lula entre os eleitores evangélicos despencou drasticamente de 37 pontos percentuais para 22 pontos. A perda acentuada de terreno confirma o desgaste do grupo político liderado por Jair Bolsonaro e seus aliados, consolidando a recuperação do diálogo do governo federal com a população trabalhadora de fé.
Com informações do DCM
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