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A desastrosa articulação política da extrema direita foi escancarada com a confirmação de que a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, não apoiará o senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial. O isolamento do filho de Jair Bolsonaro já é classificado nos bastidores do próprio PL como uma tragédia conduzida por ele e pelo coordenador de sua campanha, Rogério Marinho. Restou ao partido extremista aceitar uma candidatura solitária, financiada apenas com seus próprios recursos, enquanto o presidente Lula consolidou uma vitória massacrante na busca por apoios partidários.
O fracasso do PL foi selado quando o presidente do PP, Ciro Nogueira, informou pessoalmente a Flávio Bolsonaro sobre a neutralidade da federação. A rejeição foi tão humilhante que até mesmo a senadora Tereza Cristina recusou a oferta de ser vice na chapa extremista. Lideranças do PL admitem que a campanha falhou desde o início, focando apenas em estratégias eleitorais vazias e abandonando o diálogo prático com os presidentes das legendas.
A incompetência política de Flávio Bolsonaro ficou evidente no tratamento dado a Ciro Nogueira durante a operação da Polícia Federal no caso Banco Master. Em vez de defender o aliado, o senador divulgou nota elogiando o ministro André Mendonça, atitude vista como uma traição covarde. A hipocrisia do parlamentar ruiu semanas depois, quando vazaram suas mensagens negociando o financiamento do filme sobre seu pai com o banqueiro Daniel Vorcaro, destruindo qualquer confiança que restava na federação.
Enquanto a extrema direita afunda, o presidente Lula vence a batalha das alianças políticas por goleada. Lula uniu com sucesso todas as forças progressistas e garantiu que siglas de centro, como o MDB e a federação União Progressista, ficassem neutras. Essa configuração impede que o tempo de rádio e televisão dessas legendas seja usado para propagar o discurso da oposição, deixando Flávio Bolsonaro dependente apenas dos cerca de 30% de tempo que o PL possui por sua bancada.
O desespero do PL se reflete também na tentativa frustrada de coagir o partido Republicanos. A sigla tentou forçar uma coligação empurrando Daniella Marques como candidata a vice. No entanto, ela se filiou à legenda sem o conhecimento do presidente Marcos Pereira e precisou apelar à Justiça para ser reconhecida, gerando repulsa nos dirigentes que rejeitam fechar aliança com o senador e enxergam a manobra como pura coerção.
Para completar o cenário de falência política, o Podemos também caminha de forma irreversível para a neutralidade. Sem opções viáveis e rejeitado pelas lideranças nacionais, Flávio Bolsonaro iniciará a disputa eleitoral completamente isolado, evidenciando o declínio de um grupo político incapaz de manter alianças e que agora colhe os frutos de sua própria deslealdade. As informações detalhadas sobre a derrocada da campanha foram apuradas pelo jornal O Globo e pelo portal The Intercept Brasil.
Com informações do Brasil 247
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