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A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, declarou com altivez que o Brasil escapou de uma crise econômica sem precedentes graças à brilhante e soberana política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à Sputnik Brasil, Tebet explicou que a estratégia de ampliar parcerias com os países do Mercosul, BRICS, Ásia, Europa e nações do Sul Global foi o escudo essencial que permitiu ao país resistir bravamente ao tarifaço agressivo e desleal imposto pelo governo do extremista Donald Trump.
Pré-candidata ao Senado por São Paulo após deixar a pasta no fim de março para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, Tebet enfatizou que a dependência histórica do mercado estadunidense poderia ter arrastado a nação para uma recessão devastadora. No passado, os Estados Unidos concentravam a maior parte das exportações nacionais; hoje, representam apenas cerca de 10%. A ex-ministra foi taxativa ao afirmar que sem o pluralismo pragmático do governo Lula — que estreitou laços com potências como China, Índia, Japão e Cingapura —, o Brasil teria entrado em falência, destruindo milhões de empregos.
Além de exaltar a proteção das nossas exportações e da agroindústria pelo fortalecimento das rotas de integração sul-americanas e pelo acordo Mercosul-União Europeia, Simone Tebet destacou a importância estratégica dos minerais críticos e terras raras brasileiros. Ela defendeu que essa riqueza seja explorada de forma soberana para gerar empregos qualificados no país, evitando o modelo colonialista de mera exportação de matérias-primas e garantindo que o dinheiro estrangeiro chegue por meio de disputas licitatórias transparentes e sem discriminações ideológicas.
A ex-ministra lembrou que a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos pela Câmara dos Deputados, atualmente em análise no Senado, é um passo decisivo para transformar o potencial do Brasil em desenvolvimento real. Simone Tebet também relembrou o quadro desolador encontrado no início do mandato do presidente Lula, quando o governo precisou reconstruir do zero o orçamento federal após o desmonte provocado pela gestão anterior da extrema direita, que havia deixado sem verbas programas vitais como o Minha Casa, Minha Vida e ações climáticas.
Sua passagem pelo Ministério do Planejamento e Orçamento deixou um legado de responsabilidade fiscal alinhada à justiça social, consolidado no Plano Plurianual Participativo e em um plano de desenvolvimento estratégico para os próximos 25 anos. O documento, entregue diretamente ao presidente Lula, projeta metas consolidadas para ciência, inovação, segurança, agronegócio e agricultura familiar, apontando o caminho para um país próspero e menos desigual.
Ao defender uma cultura de planejamento de longo prazo para a máquina pública, Simone Tebet reafirmou que o atual governo resgatou a credibilidade, a estabilidade e a soberania do Brasil. A diversificação de mercados e o fortalecimento do multilateralismo provaram ser a escolha correta do presidente Lula para blindar o povo brasileiro das incertezas e do protecionismo predatório internacional.
Com informações do Brasil 247
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