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A maioria da população brasileira defende a expansão das relações comerciais do país com a China em detrimento do alinhamento com os Estados Unidos. É o que revela o mais recente levantamento do instituto PoderData, no qual 52% dos entrevistados afirmaram ser mais vantajoso para a economia nacional estreitar os laços com Pequim. Em contrapartida, 35% dos eleitores avaliam que o governo federal deveria priorizar a aproximação com Washington, enquanto 13% não souberam responder. A pesquisa ouviu 2,5 mil pessoas em todas as regiões do país entre os dias 18 e 20 de julho, apresentando margem de erro de dois pontos percentuais.
A preferência do eleitorado pela China consolida a percepção sobre a relevância estratégica do mercado asiático, principal parceiro comercial e pilar essencial para as exportações brasileiras. A guinada da opinião pública ganha relevância diante da escalada de tensões diplomáticas e comerciais provocada pela imposição de novas barreiras tarifárias por parte do governo de Donald Trump contra o setor produtivo nacional.
O cenário de fricção atingiu um novo pico com a entrada em vigor de um pacote tarifário aprovado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A medida estabelece uma taxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros sob a alegação de supostas práticas comerciais desleais e fragilidades regulatórias em setores como comércio digital, etanol, patentes e controle de desmatamento — acusações rebatidas pelos negociadores nacionais, que classificaram as exigências norte-americanas como desvantajosas para a indústria e a agricultura do país.
A pressão sobre o comércio exterior brasileiro aumentou com o anúncio de uma sobretaxa adicional de 12,5%, no âmbito de medidas norte-americanas voltadas a países acusados de descumprir restrições ao trabalho forçado. O enquadramento na alíquota mais alta acumula-se às cobranças anteriores e desconsidera as ações permanentes do Brasil no combate ao trabalho análogo à escravidão e na fiscalização das cadeias produtivas.
Em resposta ao avanço das sanções, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a conduta de Washington como um marco lamentável na história diplomática bilateral e confirmou que acionará os mecanismos da Lei de Reciprocidade Econômica para proteger o mercado interno. O respaldo da maioria dos brasileiros à parceria com a China reforça a posição do Planalto em favor do multilateralismo e da diversificação de mercados como estratégia de defesa da economia nacional.
Com informações do Brasil 247
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