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O cerco judicial contra o clã da extrema-direita ganhou um novo e explosivo capítulo. O deputado federal Lindbergh Farias formalizou uma notícia de fato perante as autoridades competentes solicitando a quebra imediata dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório pessoal de advocacia do senador Flávio Bolsonaro. De acordo com a denúncia, a estrutura jurídica mantida pelo filho do ex-presidente preenche todos os requisitos clássicos de uma empresa de fachada estruturada unicamente para a recepção de repasses financeiros obscuros e ocultação de patrimônio, o que pode configurar graves crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.
A acusação apresentada aponta que a suposta firma não possui qualquer registro de atividade jurídica regular no mercado, carecendo inteiramente de presença digital, site eletrônico, corpo de funcionários técnicos ou atendimento ao público. De maneira escandalosa, a sede oficial da empresa está registrada no endereço residencial da própria mansão onde reside o senador do PL, na capital federal. Mesmo sem apresentar uma carteira de clientes legítima ou atuar em causas judiciais conhecidas, a empresa emitiu quarenta e uma notas fiscais a partir do ano de 2021, movimentando cifras expressivas sob o pretexto de prestar consultorias nunca comprovadas.
Um dos pontos mais alarmantes da denúncia envolve um repasse de quinhentos mil reais efetuado por uma empresa ligada ao círculo do empresário Daniel Vorcaro. O parlamentar progressista questiona abertamente o propósito de tal montante ter irrigado as contas pessoais de Flávio Bolsonaro através de uma firma inativa, sugerindo a existência de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro em conexão com o Fundo Ravengate. A trama fica ainda mais nebulosa com a identificação do responsável pela contabilidade do escritório: o contador Alexandre Caetano Reis, profissional com histórico de prisão pela Polícia Federal devido a envolvimento societário em paraísos fiscais nas Ilhas Virgens Britânicas e investigações por blindagem patrimonial ilícita.
Diante da robustez dos indícios levantados, o mandado protocolado exige que a Polícia Federal colha com urgência os depoimentos do contador preso e de sua irmã, Letícia Caetano Reis, que figura formalmente como a única sócia-administradora da questionada banca jurídica. A nova ofensiva legal coloca em xeque a blindagem política que o senador vinha tentando articular para sustentar suas pretensões eleitorais. Em um momento em que a sociedade exige transparência total, a descoberta desse suposto bunker financeiro domiciliar fragiliza de vez o discurso ético da oposição e demonstra a necessidade de aprofundamento das investigações republicanas.
Com informações do Brasil247
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