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O xadrez eleitoral no maior colégio político do país ganhou contornos de unidade e força programática. Em convenção estadual realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, o PDT oficializou seu apoio formal e irrestrito à candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista para o pleito de 2026. Sob a condução do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, o partido garantiu que a aliança com o Partido dos Trabalhadores ocorre de forma incondicional, focada em construir uma barreira democrática e progressista no estado, consolidando um palanque de peso que receberá o ex-ministro Márcio França como candidato a vice-governador em evento oficial neste sábado, em Campinas.
Além da aliança para o Palácio dos Bandeirantes, os pedetistas chancelaram o apoio às candidaturas de Marina Silva e Simone Tebet na disputa pelas duas cadeiras em jogo no Senado Federal. O movimento abriu uma intensa e estratégica rodada de negociações de bastidores pelas vagas de suplentes das duas ministras. O PDT indicou o líder partidário Antonio Neto para figurar na chapa de Marina e o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri para a composição de Tebet. A disputa pelas suplências atrai a cobiça de outras legendas da coalizão, como o PV, dado o cenário real de que, caso eleitas, ambas voltem a assumir ministérios de destaque no Executivo federal, transformando os suplentes em senadores efetivos da República.
A convenção transformou-se em um ato de desagravo e exaltação à cooperação histórica entre as siglas que compõem a base aliada do presidente Lula. Em seu discurso aos delegados e militantes, Fernando Haddad relembrou os tempos de sua gestão na Prefeitura de São Paulo, pontuando que sempre atuou institucionalmente para o fortalecimento do trabalhismo no cenário nacional. A atmosfera de convergência foi chancelada por Márcio França, que previu que a aproximação programática e a unidade de ação nas ruas pavimentarão o caminho para uma fusão orgânica definitiva entre o PSB e o PDT em um futuro próximo.
No plano proporcional, o PDT demonstrou musculatura ao lançar um exército de sessenta candidatos à Câmara dos Deputados e quarenta e cinco nomes dispostos a disputar os assentos da Assembleia Legislativa paulista. A estratégia visa dar sustentação parlamentar robusta a um eventual governo progressista em São Paulo e ampliar a bancada de sustentação federal em Brasília. Com o fechamento das chapas majoritárias e a militância mobilizada, a coalizão liderada por Haddad demonstra pragmatismo e inteligência política para capitanear o debate sobre o desenvolvimento econômico e a justiça social no estado.
Com informações do g1
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