Contador que pagou R$ 500 mil a Flávio Bolsonaro tem histórico de investigação por fraude de R$ 94 milhões

Portal Plantão Brasil
25/7/2026 17:45

Contador que pagou R$ 500 mil a Flávio Bolsonaro tem histórico de investigação por fraude de R$ 94 milhões

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O empresário do ramo contábil Rogério Lourenço Novo, dono da empresa que efetuou um pagamento de R$ 500 mil ao escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), possui em seu histórico antecedentes por crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. As informações, reveladas pelo jornal O Globo, mostram que os negócios do contador entraram no radar da CPI do Crime Organizado devido a conexões financeiras suspeitas e transações de valores expressivos nos últimos anos.

De acordo com os registros das investigações, Novo foi acusado pela Polícia Federal em 2020 por um esquema de emissão de notas fiscais falsas ocorrido entre 2013 e 2015, envolvendo executivos do setor automotivo. Na época, o montante desviado em sonegação fiscal e multas alcançou a cifra de R$ 94 milhões. O caso acabou arquivado pela Justiça Federal em 2021 após as empresas quitarem os débitos com o fisco, mas os dados da apuração continuam públicos e atraíram a atenção dos parlamentares que investigam fraudes financeiras.

A atual linha de investigação da CPI debruça-se sobre a movimentação da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia. O escritório do parlamentar — que é pré-candidato à Presidência — emitiu três notas fiscais de R$ 500 mil cada para empresas controladas por Rogério Novo. Uma delas foi destinada à Contábil Corrêa e permaneceu válida. As outras duas foram emitidas em nome da Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A. e acabaram canceladas. A Copenhagen virou o epicentro das suspeitas após a Receita Federal identificar que a firma recebeu repasses de R$ 57,9 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025, operando com um capital social declarado de apenas R$ 40 e sem possuir sede real ou funcionários, o que levanta a tese de ser uma empresa de fachada.

Em suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro defendeu a legalidade de suas atividades profissionais e rechaçou qualquer envolvimento com o escândalo do Banco Master. O parlamentar confirmou que prestou serviços advocatícios legítimos para a Contábil Corrêa, justificando o recebimento do montante de R$ 500 mil. Sobre a Copenhagen, Flávio declarou ter recusado a prestação de serviços após negociações iniciais, motivo pelo qual procedeu ao cancelamento das duas notas fiscais de R$ 500 mil, garantindo que não movimentou nenhum recurso financeiro com a firma investigada. O contador Rogério Novo foi procurado para comentar o caso, mas não deu retorno.

Com informações do jornal O Globo

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