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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou ao patamar máximo a reação diplomática e econômica brasileira contra a escalada protecionista dos Estados Unidos. Em um contundente artigo de opinião publicado neste domingo (26) nas páginas do influente jornal norte-americano The Washington Post, o chefe do Executivo brasileiro rebateu diretamente o presidente Donald Trump. Lula classificou a imposição de novas barreiras alfandegárias — que flutuam entre 12,5% e 37,5% — como um "erro estratégico grave" e denunciou que as medidas carregam um forte componente de perseguição político-ideológica.
O posicionamento de Lula ocorre no epicentro de uma crise geopolítica bilateral. O artigo veio à tona logo após o Itamaraty adotar a medida extrema de vetar o visto de entrada de dois secretários do Departamento de Estado dos EUA. Os emissários de Washington planejavam desembarcar em solo brasileiro para inspecionar e lançar desconfianças sobre o sistema eletrônico de votação. Em seu texto, Lula demarcou uma linha firme de independência, assegurando que o destino da democracia nacional compete apenas aos brasileiros e que o país não aceitará "interferência externa nem subserviência".
O líder brasileiro também aproveitou o espaço na imprensa global para desmontar os pretextos técnicos utilizados pela Casa Branca para retaliar o Brasil. Ele rebateu falsas alegações sobre as regulamentações tecnológicas e a infraestrutura digital do país, saindo em firme defesa das políticas públicas brasileiras. Lula sublinhou que a soberania digital e o combate a crimes nas redes não são censura, além de atestar o orgulho nacional e a transparência do Pix, classificando o sistema de pagamentos como referência internacional que jamais discriminou companhias americanas.
Ao projetar os efeitos da guerra comercial, o presidente alertou que o protecionismo unilateral de Trump causará um efeito bumerangue sobre a própria cadeia de suprimentos dos EUA, encarecendo insumos vitais para a indústria e o consumidor norte-americano. Com as exportações para o mercado norte-americano atingindo o menor patamar desde 1997, Lula sinalizou que o Brasil contornará o isolamento imposto por Washington acelerando a diversificação de suas parcerias com blocos como a União Europeia e a China. O recado final foi um aviso claro de que o país exige reciprocidade e não recuará diante de mentiras ou tentativas de instrumentalização eleitoral vindas do exterior.
Com informações do The Washington Post
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