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A sanha golpista e o extremismo violento da extrema-direita continuam a chocar o país e a ameaçar a integridade das instituições democráticas. Em uma ação coordenada contra a radicalização armada, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Rede Interrompida para desarticular uma célula terrorista que articulava ações violentas em Brasília durante o período eleitoral de 2026. Entre os oito alvos da ofensiva policial está um seminarista abrigado em um mosteiro em Pernambuco, escancarando a infiltração do fanatismo político em espaços religiosos.
A operação, conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev) a partir de relatórios de inteligência cibernética do Ministério da Justiça, cumpriu mandados de busca em alojamentos e endereços espalhados por cinco estados: Pernambuco, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O grupo, formado por jovens de 19 a 31 anos, usava canais restritos na internet para arquitetar uma escalada de terror na capital federal, incluindo a distribuição de manuais para confecção caseira de explosivos, o treinamento tático e a circulação de plantas arquitetônicas e modelos 3D de prédios públicos no centro de Brasília.
A gravidade das provas apreendidas expõe a periculosidade de células radicais que tentam incitar o caos e coagir a sociedade civil diante do processo eleitoral. O inquérito da PCDF apura crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia a criminosos e infrações previstas na legislação antirracismo. A neutralização dessa rede radical reitera a necessidade de vigilância permanente do Estado brasileiro e de punição exemplar contra aqueles que, sob o manto do fundamentalismo, conspiram contra o regime democrático e a paz pública.
Com informações do Metrópoles
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