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O advogado Marco Aurélio de Carvalho, representante do empresário Fábio Luís Lula da Silva, reuniu-se com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para exigir medidas rigorosas contra o constante vazamento de informações sigilosas ligadas aos inquéritos da Polícia Federal. A reação da defesa ocorre diante da sanha persecutória e do aparelhamento de setores que tentam reviver os métodos abusivos do bolsonarismo e da extrema direita, utilizando a imprensa para promover linchamentos públicos antes mesmo de qualquer julgamento.
Durante a reunião de cerca de uma hora no gabinete do ministro, o advogado protocolou uma petição exigindo a identificação e a responsabilização dos servidores públicos responsáveis por repassar dados protegidos por segredo de Justiça. A defesa denunciou a grave violação das garantias constitucionais, destacando a contradição de a imprensa ter conhecimento de trechos das apurações enquanto os próprios advogados do investigado ainda aguardam autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ter acesso aos autos.
Além do encontro ministerial, Marco Aurélio de Carvalho conversou por telefone com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçando a necessidade urgente de a corporação investigar internamente a origem das ilicitudes. A defesa comparou a situação atual aos momentos mais sombrios da Operação Lava Jato, ressaltando que o cenário presente é ainda mais grave, pois o sigilo é violado antes mesmo de a parte investigada conhecer formalmente as acusações.
O advogado também repudiou as táticas utilizadas nas apurações autorizadas por André Mendonça — indicado ao STF por Jair Bolsonaro —, classificando-as como pesca probatória e uma estratégia de tentativa e erro sem delimitação objetiva dos fatos. Os inquéritos em questão tentam criar ilações sobre relações comerciais de Fábio Luís com empresários e citam supostas intermediações no Ministério da Saúde e na Dataprev, além de uma viagem à Europa, em mais uma tentativa do bolsonarismo de desgastar a imagem da família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A defesa do empresário Antônio Camilo Antunes também sinalizou que não se manifestará até que os autos sejam disponibilizados na íntegra. Para Marco Aurélio de Carvalho, a apuração rigorosa sobre quem está vazando dados sigilosos é indispensável para conter o arbítrio, assegurar o devido processo legal e impedir que métodos ilegais do passado voltem a comprometer o Estado Democrático de Direito. Para consultar o andamento de processos e as atribuições do Poder Judiciário, o cidadão pode acessar o portal do Supremo Tribunal Federal.
Com informações do DCM
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