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Um homem de 47 anos foi preso em flagrante, sob suspeita de racismo e injúria racial, após ofender um médico venezuelano e judeu em uma Unidade de Pronto Atendimento de Caçador, em Santa Catarina. O caso ocorreu na noite de sábado (01), quando o paciente exigiu atendimento de um profissional “brasileiro, branco e cristão”, informou a Polícia Militar.
O médico Alberto Valmorbida relatou que o paciente interrompeu a consulta ao perceber seu sotaque e a kipá que usava. Segundo o profissional, o homem chamou judeus de “raça maldita”, disse que eles não deveriam ir ao Brasil e fez uma referência ao Holocausto ao afirmar que, no século passado, “o trabalho tinha sido incompleto”. Valmorbida também relatou uma tentativa de agressão com uma muleta, interrompida por uma estudante de medicina que acompanhava o atendimento.
O paciente negou as acusações, mas a PM afirmou que ele voltou a fazer manifestações discriminatórias sobre a origem e a religião do médico durante o deslocamento à delegacia. A Prefeitura e a Secretaria de Saúde de Caçador repudiaram o episódio e declararam apoio ao servidor. A Polícia Civil recebeu o caso para investigação.
Com informações doDCM
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