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Integrantes do Partido Liberal formalizaram um requerimento sigiloso no Supremo Tribunal Federal para exigir a devassa nas contas bancárias e fiscais de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O pedido foi protocolado pelo senador Rogério Marinho e direcionado ao ministro André Mendonça. A ala da extrema direita tenta emplacar a tese de que o antigo chefe de gabinete do presidente Lula teria recebido informações privilegiadas de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o escândalo do INSS.
Além da quebra de sigilo desde o início de 2023, o documento apresentado pela oposição faz uma série de exigências cautelares para constranger o Palácio do Planalto. O partido pede a expedição de mandado de busca e apreensão para recolher celulares, computadores e documentos do ex-assessor. A representação cobra ainda a entrega da lista completa de visitantes do Palácio do Planalto e do Alvorada nos últimos 30 dias, somada ao registro detalhado de todas as reuniões do presidente com o diretor-geral da corporação.
O foco sobre o ex-chefe de gabinete intensificou-se após a divulgação de repasses financeiros em suas contas pessoais no valor de R$ 249 mil. As transferências foram realizadas pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como articuladora de negócios ligados a alvos de operações policiais e amiga de Fábio Luís Lula da Silva. Diante da exposição promovida pela oposição, o ex-assessor prestou esclarecimentos públicos e demonstrou a origem do dinheiro, esclarecendo a lisura da transação privada.
Em nota oficial, Marcola explicou que o montante tratava-se de um empréstimo pessoal já integralmente quitado e devolvido à empresária, rebatendo qualquer ilação sobre ato ilícito no exercício da função pública. Apesar de ter deixado o posto no governo para atuar na articulação política da reeleição, o profissional optou por se afastar voluntariamente do trabalho partidário para focar no desmonte das ilações infundadas promovidas pelos adversários e preservar a imagem do projeto político.
A ofensiva encabeçada pelo bolsonarismo tenta utilizar o Judiciário para desgastar a cúpula do Poder Executivo em meio ao ambiente pré-eleitoral. Ao solicitar dados de acessos e agendas da Presidência da República, os parlamentares repetem táticas de fustigamento institucional sem apresentar provas de interferência nas apurações da corporação policial. A estratégia busca desviar a atenção de apurações que atingem quadros do antigo governo e criar um clima de suspeição sobre a rotina de trabalho em Brasília.
As solicitações formuladas pelo PL dependem de análise e deliberação do relator no Supremo Tribunal Federal, que avaliará a fundamentação jurídica dos pedidos de busca e quebra de sigilo. A defesa do ex-assessor permanece à disposição das autoridades para comprovar a regularidade de todos os seus atos e a quitação dos valores questionados. O governo federal reafirma que as instituições atuam com total independência e dentro dos limites estritos da legalidade.
Com informações do DCM
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