Manifestantes atiram ovos em Alckmin no interior de SP

Portal Plantão Brasil
21/4/2016 14:26

Manifestantes atiram ovos em Alckmin no interior de SP

0 0 0 0

9579 visitas - Fonte: Folha

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi alvo de um protesto enquanto discursava durante uma cerimônia no fim da manhã desta quarta-feira (20) em Jundiaí (a 58 km de São Paulo).



Foram atirados ovos contra ele e as pessoas que estavam sobre o palco armado. O governador não chegou a ser atingido, mas aqueles que estavam do seu lado esquerdo não escaparam.



Mesmo com o ataque, o governador se manteve no palco e continuou a discursar.



No local, alguns manifestantes criticaram o governo na área da educação –sobre as escolas e as fraudes da máfia da merenda.



Professores da rede paulista estiveram no evento com Alckmin para entregar um manifesto contra o secretário da Educação, José Renato Nalini, que, em artigo publicado no site da pasta, defendeu que o Estado atue apenas em situações "elementares e básicas", sem mencionar o atendimento à educação.



Não se sabe, porém, se as ovadas têm relação com o ato dos professores.



Um homem foi detido no local apontado como o responsável por ter lançado os ovos contra o governador. Ele foi levado por policiais ao 7º DP de Jundiaí e assinou um termo circunstanciado por injúria real. Ele vai responder ao inquérito em liberdade. A identidade dele não foi revelada nem a razão dele para o protesto.



A segurança que acompanha Alckmin reagiu imediatamente ao protesto. O Palácio dos Bandeirantes informou que não vai se manifestar sobre o assunto.



O governador esteve em Jundiaí para o início das obras do complexo viário da cidade e dos acessos nos kms 110 e 84,6 da rodovia Anhanguera.



MÁFIA DA MERENDA



Mais cedo, em Campinas, no interior de São Paulo, Alckmin comentou sobre o esquema de fraude em processos para a compra de merenda escolar, descoberto pela operação Alba Branca, da Polícia Civil e Ministério Público.



Conforme mostrou a Folha nesta quarta, os processos administrativos realizados pela Secretaria da Educação que resultaram na contratação da Coaf, cooperativa suspeita de fraudar a merenda escolar em São Paulo, foram repletos de falhas.



Em procedimento na Corregedoria Geral da Administração, nem mesmo os servidores da pasta conseguiram explicar as falhas. Há ainda o caso de sumiço de um dos documentos relacionados ao processo de compra da merenda.



Apesar dos problemas, relatório do órgão, de 30 de março, concluiu que não houve prejuízos para o Estado e que não há provas de pagamento de propina. Mesmo assim, a Corregedoria instaurou nova apuração sobre novas suspeitas.



Em relação ao governo, estão sob suspeita duas chamadas públicas –um tipo de licitação menos rígido, permitido para a compra de produtos da agricultura familiar– da Secretaria da Educação.



Em Campinas, Alckmin acusou a Coaf de praticar estelionato ao participar das concorrências destinadas à agricultura familiar e adquirir produtos de grandes empresas para fornecer dentro do processo, e que os estelionatários foram presos.



"Eles faziam estelionato. Pegavam produtos de grandes produtores e entregavam como se fosse da agricultura familiar. Isso ocorreu em seis Estados e mais de 20 prefeituras", afirmou o governador.



O tucano voltou a dizer que foi o governo quem descobriu a fraude por meio da Polícia Civil. "Aí o Ministério Público também entrou [na investigação], é o nosso parceiro nesse trabalho, e a apuração é rigorosa", disse.



O governador afirmou que ainda não há provas de envolvimento de servidores públicos na fraude e que, se tiver, serão punidos. Ele também declarou que, por enquanto, nenhum prejuízo foi detectado contra o Estado no esquema.



"O Estado fez uma licitação onde teve disputa, ganhou o menor preço e o produto foi entregue. O que acontece é que foi desvirtuado o objetivo da lei [dos pequenos agricultores], através de uma cooperativa fajuta", disse.



Questionado sobre a base aliada do governador na Assembleia Legislativa ser acusada de protelar investigações na Casa, Alckmin não respondeu, mas afirmou que não há ninguém mais interessado nas investigações do que o governo.



"Está sendo tudo, tudo apurado. Fato é que não está tendo prejuízo [ao Estado] e já foram presos os estelionatários. E se tiver mais gente envolvida, vai responder", afirmou o governador.



APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!

Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.



O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.


Últimas notícias

Notícias do Flamengo Notícias do Corinthians