Após golpe, 6 milhões de famílias já vivem de favor, sem dinheiro para pagar aluguel; desemprego disparou
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Com a crise ainda afetando a vida dos brasileiros, a proporção de imóveis cedidos no país -- ou seja, ocupados "de favor", sem pagamento de aluguel -- cresceu rapidamente em 2017, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos 69,8 milhões de domicílios existentes no país, 6 milhões eram cedidos no ano passado, crescimento de 7% na comparação com os 5,6 milhões de imóveis ocupados nessa condição no ano anterior.
"São imóveis cedidos por parentes, por empregadores ou outra pessoa sem uma contrapartida de aluguel. O morador pode até pagar condomínio e outras despesas, mas não o aluguel", disse Maria Lucia Vieira, gerente da pesquisa.
O número de imóveis cedidos cresceu mais rapidamente do que o total de domicílios criados no país em 2017. Nesse caso, o crescimento foi de 550 mil unidades, pouco menos de 1%.
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