Gigante alemã da indústria farmacêutica anuncia parceria no Brasil para explorar mercado de cannabis
Compartilhe
1061 visitas - Fonte: O Estadão
A Merck, gigante alemã da indústria química e farmacêutica, anuncia nesta quinta-feira, 16, uma parceria com o hub de inovação brasileiro The Green Hub (TGH) para avançar o mercado de cannabis no Brasil. Na ativa desde 2016, o TGH é um dos primeiros hubs de inovação da América Latina voltado para o segmento. A ideia do projeto, que foi estabelecido com o braço de ciências da Merck, é educar investidores, legisladores e consumidores e atrair startups para o setor, que ainda engatinha em comparação com os EUA e países da Europa.
"No final de 2018, realizamos um estudo que mostrava que, caso tivéssemos uma legislação mais ampla sobre o assunto, o mercado brasileiro teria potencial de R$ 4,7 bilhões. O Brasil tem potencial para ser um dos líderes globais no segmento. Tanto na produção quanto no consumo de produtos relacionados à cannabis", explica ao Estado Marcelo Grecco, cofundador e líder de desenvolvimento de Negócios do TGH.
Ele, porém, admite que ainda há um longo caminho pela frente. O projeto com a Merck terá início nesta quinta, 16, com uma série de lives com especialistas do setor, que devem se estender ao longo do ano. Seu propósito é educacional. Em agosto, a parceria fará uma chamada de startups, e os principais projetos serão convidados para um evento em dezembro. A partir disso, a Merck poderá oferecer parte de sua infraestrutura, como laboratórios e apoio científico, para as empresas novatas, enquanto o TGH poderá desenvolver projetos de aceleração e até de captação de investimentos. "Até um produto ou serviço chegar ao mercado, pode demorar pelo menos dois anos, então é preciso discutir a legislação agora", diz Grecco.
Segundo o executivo, o interesse da Merck vai além dos possíveis usos medicinais da maconha – isso explica a parceria com a divisão de ciências da multinacional. A ideia é explorar os potenciais e o cultivo do cânhamo, planta da mesma espécie da maconha mas com uma concentração de no máximo 0,3% de THC, substância responsável pelos efeitos psicoativos da erva. "É quase um projeto de agro, mas que passa pela liberação do cultivo dessa planta", diz ele.
No ano passado, a holding que controla o TGH recebeu um investimento de R$ 3 milhões de um escritório que representa uma família paulistana - o nome ele não abre. Desses, R$ 1 milhão foram destinados ao TGH e o restante ao Centro de Excelência Canabinóide, plataforma de pesquisa, acesso e informação médico para a cannabis. Antes disso, os cinco cofundadores haviam colocado cerca de R$ 300 mil do próprio bolso no negócio. Desde então, o hub fez mentoria com duas startups brasileiras voltadas para o mercado de cannabis - uma de comunicação e uma fintech. Os nomes, novamente, não são revelados.
Para Grecco, o mercado brasileiro está em um bom momento para empresas iniciantes. "O mercado americano, que é mais maduro, está fechado para projetos iniciantes. Os investimentos lá só acontecem em projetos mais avançados. Isso é diferente do cenário brasileiro", diz.
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.
Notícias mais lidas
BALDE DE ÁGUA FRIA! Impedimento de Nunes Marques pega campanha de Flávio Bolsonaro de surpresa no STF
Vexame na Bahia! Vice de Flávio Bolsonaro foge de evento com medo de flopar e inventa desculpa esfarrapada!!
Falha grave na Polícia Civil de SP expõe governo Tarcísio e coloca sob suspeita provas de inquérito ligado a André Mendonça
