Guarda Nacional ocupa Congresso dos EUA para proteger a votação do impeachment de Trump
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1080 visitas - Fonte: O Globo
WASHINGTON — Enquanto deputados começavam a chegar ao Capitólio na manhã desta quarta-feira para a votação da abertura do segundo processo de impeachment do presidente Donald Trump, soldados da Guarda Nacional ocupavam o lado de fora do prédio com seus fuzis e, nos corredores e salões do lado de dentro, centenas dormiam no chão de maneira improvisada.
Há dias os soldados ocupam o edifício, depois que o Pentágono anunciou que até 15 mil soldados da Guarda Nacional seriam deslocados para a capital depois que manifestantes incitados pelo presidente invadiram o local em 6 de janeiro, há uma semana, para tentar impedir a votação que iria homologar a vitória de Joe Biden na eleição para a Presidência dos Estados Unidos. As imagens dos soldados da maior potência militar do mundo ocupando o Legislativo americano reforçam o clima de estado de exceção por que passa a capital americana.
Ruas fechadas e monumentos cívicos cercados por grades dominam o cenário de Washington. O temor é de que mais episódios de violência possam ocorrer até o dia da posse do novo presidente, 20 de janeiro. O FBI, que já abriu investigações contra mais de 170 dos invasores, já alertou para possíveis manifestações armadas nas assembleias estaduais de todos os 50 estados americanos. Muitos dos invasores levavam armas, coquetéis molotov e algemas de plástico. No dia da invasão, explosivos foram encontrados nas sedes dos comitês nacionais dos partidos Republicano e Democrata.
O secretário do Exército, Ryan McCarthy, tomou a decisão de enviar soldados armados após reunião com a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, que pediu postura mais agressiva do Pentágono para conter possíveis ataques, de acordo com o New York Times. Segundo o jornal, funcionários do Pentágono estão profundamente preocupados com os protestos previstos por partidários de Trump para a posse do presidente eleito Joe Biden.
Na manifestação da semana passada, cinco pessoas morreram, incluindo um policial do Capitólio. No dia da invasão, o presidente havia feito um discurso para os manifestantes reiterando suas alegações infundadas de que houve fraude nas eleições americanas. Ele os estimulou a marcharem até a sede do Legislativo, e a serem "fortes".
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