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8/10/2021 09:29

Servidor da PF perde cargo comissionado depois de dar chineladas no rosto de menino de 13 anos

 Servidor da PF perde cargo comissionado depois de dar chineladas no rosto de menino de 13 anos
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460 visitas - Fonte: Metrópoles

O agente administrativo da Polícia Federal Daniel Peruzzo Jardim foi exonerado do cargo comissionado que ocupava no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) após agredir um garoto de 13 anos no Condomínio Sports Club, no Guará 2. A exoneração aparece publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa quinta-feira (7/10).



A pasta, entretanto, não informou se a decisão ocorreu após a repercussão do caso.Câmeras de segurança registraram o momento em que o servidor bateu na vítima com chineladas no rosto. O caso ocorreu em 26 de setembro deste ano e chegou ao Metrópoles por meio de familiares da vítima na quarta-feira (6/10).



Daniel é lotado em Natal (RN), mas cedido ao Distrito Federal. Segundo o pai do adolescente, na ocasião, estava tendo uma festa no prédio, e as crianças brincavam no subsolo. Em certo momento, uma delas esconde o chinelo da filha do autor das agressões.



Em seguida, o agente, que tem porte para arma de fogo, desceu as escadas, seguiu em direção ao grupo e observou a sandália ao lado do garoto. Nesse momento, as imagens flagram a movimentação das crianças e o autor desferindo diversos golpes de sandália no rosto do adolescente.

O menino agredido é filho do fisioterapeuta Victor Krisna Oliveira Rodrigues, 46. “Ele tomou partido da filha dele sem saber o que aconteceu. Bater em uma criança é algo muito grave”, reclama o pai. O Instituto Médico Legal (IML) constatou uma lesão no nariz do garoto.


Sequelas

Segundo Victor, após o incidente, os filhos começaram a apresentar inquietação. “Meu filho não dorme, está choroso e não desce mais para brincar no prédio”, revela. O segundo filho do fisioterapeuta tem 7 anos e presenciou o momento. “Ela é muito apegado ao irmão e bem mais emotivo.”

“São brincadeiras entre crianças e, quando tem algo que te desagrada, o normal é conversar com os pais. Esse cidadão já desceu com o intuito de agredir. Foi algo chocante ver um homem batendo em um menino que não é filho dele”, lamenta.



Ameaça

O advogado da família do garoto agredido, Julio Cezar da Silva Pereira, conta que a mãe, ao saber da situação, acionou a Polícia Militar. Segundo o defensor, o autor não se intimidou e teria dito: “Eu bato no PM e bato em você”.

O advogado revela que pretende ingressar com uma representação contra o agente administrativo da PF. “Vou pedir para ele não se aproximar do condomínio nem do menino, e vou entrar com uma ação por danos morais contra o condomínio por omissão”, destaca. “O menino não está conseguindo sair de casa, a mãe está pensando em vender o apartamento”, complementa Julio Cezar.



O caso foi levado à 4ª Delegacia de Polícia (Guará 2), onde o servidor assinou um termo circunstanciado. A polícia concluiu a investigação em três dias e foi remetida ao Juizado Especial Criminal e do Juizado de Violência Familiar Contra a Mulher do Guará. Na Justiça, está tipificada como lesão corporal leve, além de crimes contra a honra, injúria, crimes contra a liberdade pessoal e ameaça.

Procurada pela reportagem, a Polícia Federal não se manifestou sobre a atitude do servidor. O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa do investigado. O espaço permanece aberto.



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