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26/11/2021 09:59

Mais uma cabeça vai rolar no Ministério da Justiça por conta do processo de extradição do bolsonarista Allan dos Santos

Mais uma cabeça vai rolar no Ministério da Justiça por conta do processo de extradição do bolsonarista Allan dos Santos
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899 visitas - Fonte: Yahoo Brasil

O processo de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos deve custar mais uma cabeça no Ministério da Justiça. A chefe da Assessoria Especial Internacional da pasta, Georgia Renata Sanchez Diogo, foi comunicada de que terá de deixar o cargo nas próximas semanas.



Ela conta que recebeu a notícia de seu desligamento numa reunião com Antônio Ramirez Lorenzo, o chefe de gabinete do ministro Anderson Torres. Ainda segundo Gerogia, ficou acertado que sua cadeira passará a ser ocupada por um diplomata e que a substituição será oficializada no Diário Oficial nos próximos dias.

— Vou continuar num cargo na assessoria internacional. Vem um diplomata para o meu lugar. No passado também já teve diplomatas nesse cargo. Faz parte, né?

A demissão gerou um clima se "caça às bruxas" no ministério. No início do mês, a delegada da Polícia Federal Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, então responsável pela Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), também perdeu o posto. Sua exoneração ocorreu depois que ela deu andamento ao pedido de extradição de Allan dos Santos, medida determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).



De acordo com a colunista do GLOBO, Malu Gaspar, o secretário Nacional de Justiça, Vicente Santini, personagem ligado à família Bolsonaro, tentou retardar a extradição do blogueiro antes de decidir pela demissão da delegada.

Questionada se sua saída guarda relação com o caso de Allan dos Santos, Georgia Diogo disse que acha "que não tem tanta relação, não”. Dentre as atribuições da Assessoria Internacional, estão “assessorar o ministro e demais unidades da pasta "no país e no exterior, nos temas, nas negociações e nos processos internacionais de interesse" do governo brasileiro. O departamento também atua "como interlocutor junto a embaixadores no Ministério das Relações Exteriores e nas embaixadas e representações brasileiras junto a organismos internacionais”.



Interpol

Em uma entrevista ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que o processo de Allan dos Santos seria tratada de “uma forma técnica”. A decisão de extraditá-lo partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, acolhendo uma solicitação da Polícia Federal.

A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), porém, ainda não atendeu aos pedidos de autoridades brasileiras para incluir bolsonaristas investigados pelo STF na lista internacional de procurados. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", a Interpol rejeitou o pleito de adicionar o caminhoneiro Zé Trovão e ainda não respondeu se vai incluir Allan dos Santos na difusão vermelha, categoria usada pela instituição internacional para notificar as demais polícias sobre foragidos procurados. É comum que a inclusão na lista ocorra de maneira rápida, o que não aconteceu dessa vez



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