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3/12/2021 13:17

Mais uma exoneração no caso de extradição de Allan dos Santos levanta suspeita de perseguição na PF

Mais uma exoneração no caso de extradição de Allan dos Santos levanta suspeita de perseguição na PF
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757 visitas - Fonte: O Globo

BRASÍLIA — A chefe da Assessoria Especial Internacional do Ministério da Justiça, Georgia Renata Sanchez Diogo, foi exonerada do posto. A informação foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira. Georgia teve participação no processo de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos.

No início de novembro, a delegada da Polícia Federal Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, então responsável pela Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), também perdeu o posto.



Georgia Diogo será substituída por Lauro de Castro Beltrão Filho, que atuava como conselheiro da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. O GLOBO revelou no final de novembro que Georgia seria mais uma a perder função na pasta. Na ocasião, ela disse que, embora fosse deixar a chefia do departamento, seguiria trabalhando noutro posto da assessoria internacional.

Naquela ocasião, Georgia disse à reportagem que achava que sua saída do cargo não guardava relação com o caso Allan dos Santos. Ela não é a primeira envolvida no caso a ser exonerada. No início de novembro, a delegada da Polícia Federal Silvia Amélia Fonseca de Oliveira, então responsável pela Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), também foi retirada do cargo.



Allan dos Santos

O blogueiro, dono do canal Terça Livre e apoiador de Bolsonaro, é alvo de dois inquéritos que investigam suposto esquema de divulgação de informações falsas. Ambas as ações tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos inquéritos apura ameaças a ministros do tribunal e disseminação de conteúdo falso na internet, as chamadas fake news. O outro investiga o financiamento de atos antidemocráticos.

Em outubro, o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva do blogueiro além de ordenar, ao Ministério da Justiça, início imediato do processo de extradição. Em uma entrevista ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Anderson Torres, disse que o processo de Allan dos Santos seria tratada de “uma forma técnica”.



Interpol não adiciona Allan na lista de investigados

O bolsonarista teria deixado o Brasil e entrado nos Estados Unidos em julho. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), porém, não atendeu aos pedidos de autoridades brasileiras para incluir bolsonaristas investigados pelo STF na lista internacional de procurados. Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", a Interpol rejeitou o leito de de adicionar o caminhoneiro Zé Trovão e ainda não respondeu se vai incluir Allan dos Santos na difusão vermelha, categoria usada pela instituição internacional para notificar as demais polícias sobre foragidos procurados. É comum que a inclusão na lista ocorra de maneira rápida, o que não aconteceu dessa vez.

O Interpol reúne representantes de cerca de 200 países e é uma organização internacional que facilita a cooperação policial mundial e o controle do crime. A lista de difusão vermelha funciona como um alerta para que os aproximadamente 190 países-membros da instituição saibam que há mandados de prisão pendentes contra criminosos procurados em seus países de origem, permitindo que sejam presos e extraditados.



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