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21/2/2022 08:33

Em parceria com TSE, redes sociais vão criar plataformas de denúncias contra fake news nas eleições

Em parceria com TSE, redes sociais vão criar plataformas de denúncias contra fake news nas eleições
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740 visitas - Fonte: SBT News

A oito meses da eleição para eleger novo presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as redes sociais firmaram parcerias para auxiliar no combate às notícias falsas durante o período eleitoral -- o primeiro turno está marcado para 2 de outubro e um eventual segundo, para o dia 30 do mesmo mês.


A parceria faz parte do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação na Justiça Eleitoral e será realizada com as plataformas digitais Facebook, Instagram e WhatsApp (sob comando da Meta, a recém-empresa criada para agregar os serviços de Mark Zuckerberg), Google e YouTube (aplicativos da Alphabet, companhia detentora dos apps do Google, incluindo o próprio buscador), Twitter, TikTok e Kwai.

"Nosso objetivo é desenvolver ações para coibir e neutralizar a disseminação de notícias falsas nas redes sociais durante as eleições deste ano. Paz e segurança nas eleições de 2022. Por isso, juntos, mais uma vez, vamos realizar, como sempre temos feito, eleições limpas, livres e seguras", ressaltou o novo presidente do TSE, ministro Edson Fachin.


As redes sociais terão de priorizar dados oficiais e vão se comprometer com a ação para mitigar as chamadas fake news. Em comum, todas as plataformas terão canais de denúncias disponíveis aos usuários.

Apesar de o foco ser no pleito, as medidas devem valer até 31 de dezembro de 2022. A cooperação entre os softwares não envolve troca de recurso financeiro.

O Telegram não faz parte da aliança. O ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente da Corte eleitoral, tentou contato com a plataforma. A tratativa, porém, não obteve sucesso.


Meta: Facebook, Instagram e Whatsapp

O Facebook disponibilizará um recurso denominado "Megafone" para o TSE disparar mensagens relevantes acerca da organização das Eleições 2022 no Feed de Notícias dos usuários em dias de votação.

A parceria com as redes de Mark Zuckerberg sob o guarda-chuva da Meta, novo nome oficial da empresa detentora do Facebook, Instagram e WhatsApp, desenvolverá um sticker -- as populares "figurinhas" -- sobre as eleições e viabilizará um chat automático (chatbot) no Instagram para esclarecimento de dúvidas dos usuários.

A rede social proporcionará capacitação ao TSE e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) durante este semestre com medidas de combate à desinformação adotadas pelas plataformas, boas práticas no uso dos recursos e funcionalidades, regras e políticas aplicáveis ao processo eleitoral e medidas adotadas em preparação às Eleições.

Além disso, a empresa elaborará uma cartilha explicando o funcionamento da plataforma e vai promover o incentivo à participação feminina na política.


Google

A companhia fornecerá treinamentos com boas práticas na gestão de canais no YouTube e Google Ads ao TSE, TREs e atores relevantes, como partidos, organizações de checagem de fatos e instituições de pesquisa, além de parceiros do Programa de Enfrentamento à Desinformação.

Ainda será criado um "doodle" especial -- animação ou desenho com o logotipo da empresa estilizado -- para as eleições.

O Google produzirá uma página global, em língua portuguesa, com dados e referências sobre tendências de pesquisas sobre eleição e, por fim, montará um relatório de transparência de anúncios políticos para o Brasil.

Kwai

O software de vídeos idealizará uma home page interna com materiais sobre a eleição. No período de campanha, a página terá informações sobre combate à desinformação, funcionamento e auditoria do processo eletrônico de votação, como tirar e regularizar o documento de votação.

O app pretende auxiliar na divulgação de conteúdos de serviços ao usuário, além de promover apoio à transmissão ao vivo de eventos do TSE. As equipes dos tribunais superiores e regionais passarão por treinamentos, incluindo a produção de vídeos informativos de até um minuto. O Kwai vai, ainda, apoiar instituições de checagem de fatos.


TikTok

A empresa chinesa terá uma página exclusiva com dados educativos e confiáveis sobre o processo eleitoral. Antes da votação, o TikTok fornecerá informações sobre combate à desinformação, funcionamento e auditoria do processo eletrônico de votação, como tirar e regularizar título de eleitor. Já no pleito, a plataforma tirará dúvidas sobre como votar e combater à desinformação.

O software chinês pretende enviar um retorno sobre os resultados das denúncias feitas pelos usuários, bem como apoiar sites e institutos de checagem. Assim como as empresas rivais, os conteúdos maliciosos serão removidos e profissionais dos tribunais terão treinamentos sobre a plataforma.


Twitter

A rede social ativará avisos de busca (denominados "search prompts") para auxiliar o cidadão a encontrar informação segura. O alerta permitirá visualização da página do TSE.

O sistema da plataforma terá um comando geral para esclarecer narrativas desinformativas sobre a urna eletrônica, além de esclarecer dúvidas sobre o período eleitoral. A técnica será ativada de forma contínua de 20 de julho de 2022, início do período de convenções partidárias, até novembro.

O recurso "Moments", usado em grandes coberturas e momentos pontuais, como complemento às transmissões de jogos, por exemplo, terá tuítes publicados nas contas do TSE, TREs, mídias e instituições de checagem de fatos.

O Twitter ainda prometeu apoio às iniciativas do tribunal, como transmissão de eventos, uso de hashtag com emoji exclusivo para o pleito, retuítes de postagens do TSE, e iniciativas de capacitação para equipes dos tribunais em relação às políticas, recursos e regras da plataforma.

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