Influenciadora religiosa gaúcha atribui culpa por desastre climático a "terreiros de macumba"
Na opinião do jurista Lenio Streck, a influenciadora deveria ser presa
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1109 visitas - Fonte: Plantão Brasil
No contexto trágico das enchentes no Rio Grande do Sul, que já resultaram em 90 mortes, a Polícia Civil local intensificou as investigações para combater a disseminação de notícias falsas, que alimentam o caos e prejudicam as vítimas. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, esforços estão sendo concentrados para identificar e punir aqueles que tentam lucrar com a desgraça alheia, espalhando mentiras como a necessidade de habilitação para conduzir barcos ou a existência de corpos boiando nas águas em Canoas.
Destacou-se o caso do influenciador Pablo Marçal, que divulgou falsamente que a Secretaria da Fazenda estaria barrando doações sem nota fiscal. Esta informação foi prontamente desmentida pela Brigada Militar, que esclareceu não estar realizando fiscalizações ou exigindo notas fiscais para as embarcações que transportam ajuda, assegurando que o foco está totalmente voltado para o resgate e apoio às vítimas.
A Secretaria da Segurança Pública ressaltou que está determinada a aplicar todo o rigor da lei na responsabilização dos disseminadores dessas falsidades. O delegado Sodré, chefe de polícia, informou que já estão em curso oito investigações relacionadas a esses atos irresponsáveis que fomentam pânico e buscam benefícios financeiros em meio à crise.
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— Brigada Militar-RS (@brigadamilitar_) May 6, 2024
A Brigada Militar reforça que não está realizando fiscalizações em embarcações, não está cobrando notas fiscais ou impedindo a circulação de alimentos.
Como Instituição de segurança pública, todas nossas forças estão voltadas em salvar vidas e manter a ordem pública. pic.twitter.com/DefpcmcMO0
Outra fake news veiculada por Michele Dias Abreu, uma influenciadora religiosa, atribuiu as causas das enchentes a práticas religiosas de matriz africana, sugerindo que seriam um "castigo divino". Esse tipo de declaração não apenas desinforma como também incita o preconceito e a intolerância em um momento que deveria ser de solidariedade.
Lenio Streck, renomado jurista, em entrevista, condenou essas ações, destacando a necessidade de uma resposta rápida e efetiva do Estado e do Ministério Público para impedir que tais atitudes prejudiquem ainda mais a população afetada. Ele defendeu a prisão e o bloqueio das redes sociais dos indivíduos que se aproveitam do desastre para propagar ódio e desinformação.
Veja o vídeo da influenciadora:
É uma mistura de fantasia, desinformação , xenofobia e intolerância religiosa.
— LÚCIFER (@Belzebu___666) May 6, 2024
Nojo desse tipo de gente.
Eu n tenho insta, mas vale uma denuncia. pic.twitter.com/P99kcNgoxl
Com informações da Fórum
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