Projeto que criminaliza aborto após estupro é duramente criticado por Sâmia Bomfim
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662 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) usou suas redes sociais para criticar veementemente o PL 1904/24, aprovado em regime de urgência na Câmara na última terça-feira (11). O projeto equipara o aborto ao crime de homicídio e propõe a criminalização de mulheres e crianças que interrompam a gravidez resultante de estupro após 22 semanas de gestação.
Em um tuíte publicado na quarta-feira (12), onde destaca seu discurso na tribuna da Câmara, Sâmia destacou a gravidade da situação no Brasil, onde "a grande maioria das vítimas de violência sexual são crianças". A deputada trouxe à tona estatísticas alarmantes, revelando que anualmente cerca de 20 mil meninas com menos de 14 anos se tornam mães devido a estupros. "Números assustadores! Atacar o direito ao aborto em casos de estupro é destruir vidas e infâncias", escreveu Sâmia.
A parlamentar criticou duramente os defensores do projeto, que ela classifica como "fundamentalistas". Sâmia destacou a disparidade entre as penas: "A pena máxima para um estuprador é de 10 anos, enquanto a pena que os fundamentalistas querem aplicar às vítimas que recorrem ao aborto é de até 20 anos!" Para ela, o projeto de lei mostra uma inversão de prioridades no Congresso, onde os esforços são direcionados mais para revitimizar meninas e mulheres do que para garantir a investigação rigorosa e a responsabilização dos estupradores.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) o regime de urgência para o Projeto de Lei 1904/24, do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e outros, que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.
De acordo com o portal g1, a votação foi ’relâmpago’ e ’atípica’. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), conduziu a votação de forma simbólica, perguntando se alguém era contrário à ideia de aprovar a urgência do tema. Ninguém se opôs, conforme relatado, mas, após a aprovação, deputados de oposição subiram ao palanque para discordar da urgência.
Assista:
NÃO AO PL DA GRAVIDEZ INFANTIL!
— Sâmia Bomfim (@samiabomfim) June 13, 2024
No Brasil, a grande maioria das vítimas de violência sexual são crianças. Anualmente, cerca de 20 mil meninas com menos de 14 anos se tornam mães. Números assustadores! Atacar o direito ao aborto em casos de estupro é destruir vidas e infâncias.… pic.twitter.com/QQomhTB2YO
Com informações do Brasil 247
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